As negociações de ontem no principal par de moedas do mercado Forex não diferenciou-se muito das anteriores. Novamente, movimentos indistintos do preço sem uma direção claramente definida. A única diferença entre segunda-feira foi um fortalecimento igualmente insignificante, mas dessa vez no dólar dos EUA. Os especialistas atribuem isso a um aumento na incidência da nova variante delta, da COVID-19, como se não houvesse surtos dela antes. Em princípio, a essência de todos os problemas do mercado é que qualquer movimento do preço pode sempre ser explicado, por um motivo ou outro. Antes de tudo, isso aplica-se à principal moeda mundial - o dólar dos EUA. Ontem, de acordo com diversos especialistas, o "americano" estava em demanda como ativo protetor, já que os investidores tinham grandes preocupações com a propagação da variante delta da COVID-19. Contra esse cenário, o rendimento das obrigações de 10 anos, do Tesouro dos EUA, caiu mais de 20 pontos e o mercado de ações dos EUA não estava positivo. Porém, em minha opinião pessoal, esses são sucessos locais e altamente insignificantes do dólar dos EUA, se podem sequer ser chamados de tal. Acredito que a principal influência nas dinâmicas do preço da moeda americana continuará sendo o componente inflacionário e os futuros eventos importantes, que incluem os dados dos empregos nos EUA para julho. Além disso, o simpósio econômico em Jackson Hole, onde os presidentes dos maiores e principais bancos centrais discursarão. Claro, estaremos mais interessados nos discursos do presidente do Fed, Jerome Powell e da presidente do BCE, Christine Lagarde.
Se olharmos o calendário econômico, vale notar que os dados de ontem, das encomendas de produção nos Estados Unidos, excederam o valor previsto de 1% e aumentaram um e meio por cento. Talvez isso contribuiu ao fortalecimento do dólar dos EUA ontem, ante a moeda única europeia. Os principais eventos macroeconômicos de hoje serão as vendas ao varejo da Zona Euro, cuja publicação está agendada para 10:00 no horário de Londres. Das estatísticas americanas, recomendo que às 13:15 (horário de Londres), prestem atenção à mudança no número de funcionários do ADP. Às 15:00 (horário de Londres), o índice da atividade de negócios no setor de serviços, do Institute of Supply Management (ISM), será divulgado. Poderemos ver os gráficos de preços, embora eu imediatamente notarei que pouco mudou neles. Porém, a semana está gradativamente ganhando impulso e temos o direito de contar com ações mais ativas por parte dos participantes do mercado.
Diário
Como já relatei, a vela Doji, com um corpo de baixa extremamente pequeno e uma sombra superior longa, apareceu no gráfico diário, seguindo os resultados das negociações de ontem. Os ursos podem ter crédito, porque não permitiram que seus oponentes elevassem as cotações acima das altas anteriores - 1,1897. Porém, dado que os eventos mais importantes desta semana ainda estão por vir, e o par EUR/USD permanece em alta, é improvável que esse fator sobre as altas menores tenha um valor fundamentalmente importante ou decisivo.
4H
Como foi repetidamente presumido anteriormente, uma zona de preço mais forte, perto de 1,1860, está em jogo, oferecendo um suporte forte para o par na situação atual. A resistência mais próxima e menos forte, na área de 1,1893 a 1,1909. Os licitantes do euro/dólar não podem resolver a média móvel exponencial 200 laranja de qualquer forma. Parece que o preço está amarrado à ela e não vai longe, constantemente voltando à EMA 200. Posso oferecer duas opções para ideias de negociação. A primeira é negociar na faixa de 1,1860 a 1,1900, comprando no limite inferior da faixa e planejando as vendas na abordagem do superior. Porém, é melhor alistar o suporte dos sinais das velas correspondentes às compras e (ou) vendas nesses gráficos horários com tal estratégia. Apenas depois de aparecerem, abra posições em um dos lados. A segunda opção é esperar o breakdown de 1,1909 e comprar em uma redução para esse nível. Caso haja um breakout do suporte na zona do preço de 1,1860 a 1850, já estamos vendendo em uma redução. É isso por hoje.