Os índices de ações fecharam em alta significativa ontem. O S&P 500 subiu 0,81%, o Nasdaq 100 ganhou 1,26% e o Dow Jones Industrial Average avançou 0,63%.
Os índices asiáticos também avançaram pelo quarto dia consecutivo, à medida que as preocupações relacionadas à inteligência artificial diminuíram. Ainda assim, a reação moderada à orientação otimista de vendas da Nvidia levantou questionamentos. O índice MSCI Ásia-Pacífico subiu cerca de 0,8%, atingindo uma nova máxima histórica. O Kospi, da Coreia do Sul — considerado um termômetro dos investimentos em IA — saltou aproximadamente 2%, ampliando sua vantagem sobre outros índices regionais.
As ações da Nvidia devolveram a maior parte dos ganhos iniciais após a divulgação dos resultados e avançaram apenas cerca de 0,2%. Embora a fabricante de chips tenha superado as expectativas de receita para o primeiro trimestre, alertou para um possível superaquecimento da economia da IA, o que pressionou alguns fornecedores asiáticos do setor de semicondutores.
"As expectativas dos traders em relação à Nvidia já estavam amplamente precificadas, restando pouco espaço para novas altas", afirmaram analistas do Pepperstone Group. Embora a empresa tenha destacado o forte crescimento da demanda por computação voltada à IA e margens temporariamente resilientes, "a potencial ameaça à participação de mercado por chips proprietários" não foi plenamente endereçada, segundo os analistas. A incapacidade da Nvidia de surpreender positivamente os investidores deverá se tornar um teste importante para o mercado.
Em outros mercados, o dólar recuou pelo segundo dia consecutivo. O ouro avançou, à medida que os traders passaram a precificar os riscos geopolíticos no Oriente Médio e o possível impacto comercial das tarifas dos EUA. Os títulos do Tesouro também se valorizaram, com o rendimento da T-note de 10 anos caindo um ponto-base, para 4,04%.
O representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, afirmou ontem que o presidente Donald Trump deverá assinar, nos próximos dias, uma diretiva para elevar as tarifas globais para 15%, quando considerado apropriado. Segundo ele, a administração também buscará manter a continuidade dos acordos com países que já possuem tratados comerciais vigentes.
No que diz respeito à análise técnica do S&P 500, a principal tarefa dos compradores no curto prazo é superar a resistência em 6.946 pontos. Um rompimento desse nível permitiria ao índice retomar o movimento de alta, abrindo espaço para 6.961. A consolidação acima de 6.975 reforçaria ainda mais o cenário altista. No lado das quedas, os compradores devem defender a região de 6.930. Uma quebra abaixo desse patamar poderá levar o índice de volta a 6.914, abrindo caminho para um teste da área de 6.896.