Em fevereiro, o People's Bank of China continuou a aumentar suas reservas de ouro pelo 16º mês consecutivo, apesar das tensões geopolíticas que mantiveram os preços do metal próximos dos níveis recordes de janeiro. De acordo com a agência fgovernamental State Administration of Foreign Exchange (SAFE), foram adicionadas 30.000 onças troy no último mês, elevando as reservas totais para 74,2 milhões de onças (~2.308 toneladas), avaliadas em cerca de US$ 387,6 bilhões. Desde novembro de 2024, o aumento já ultrapassa 1,4 milhão de onças.
No final de fevereiro, as reservas cambiais da China atingiram US$ 3,4 trilhões, US$ 8,7 bilhões acima do nível registrado em janeiro, marcando o sétimo aumento mensal consecutivo. A SAFE explicou a alta como resultado de efeitos de conversão cambial e da valorização dos preços dos ativos, em meio à força do DXY.
Esse aumento reflete a estratégia da China de diversificar suas reservas e reduzir a dependência do dólar americano. Embora os números oficiais sejam impressionantes, os volumes reais podem ser significativamente maiores. Desde meados de 2022, isso implicaria um aumento de mais de 1.080 toneladas. Essas rápidas compras de ouro pela China estão estimulando uma nova alta no preço do metal precioso.
Do ponto de vista técnico, US$ 5.200 atua como resistência, enquanto US$ 5.100 funciona como suporte. Os osciladores permanecem positivos, portanto os touros ainda têm chance de romper para cima. No entanto, se os preços não conseguirem se manter acima de US$ 5.100, a queda pode acelerar em direção ao nível psicológico de US$ 5.000.