O preço do petróleo subiu mais de 10% nas últimas 24 horas. Isso deve‑se sobretudo ao fracasso das negociações entre os EUA e o Irã e a novos passos de Trump para pressionar o país islâmico. Fica claro que os preços do petróleo serão bem mais elevados do que os níveis atuais se os EUA implementarem o bloqueio naval planeado do Estreito de Ormuz.
Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou a implementação de um bloqueio marítimo ao Irã a partir de 13 de abril. A decisão, tomada em um contexto de tensões elevadas no Oriente Médio após o colapso das negociações internacionais de paz, visa maximizar a pressão sobre Teerã. O principal objetivo do bloqueio é privar o Irã da capacidade de exportar petróleo, com a finalidade de enfraquecer significativamente sua economia e reduzir sua influência na região.
As restrições impostas abrangem todas as embarcações que entram e saem dos portos iranianos. Trata-se de uma medida sem precedentes em escala, projetada para cortar praticamente todas as fontes de receita petrolífera do país. No entanto, vale destacar que, segundo relatos, a passagem pelo Estreito de Ormuz de navios com destino a outros países não será restringida — possivelmente com o objetivo de reduzir riscos ao comércio internacional e evitar uma escalada do conflito com outros atores regionais.
A supervisão e a aplicação do bloqueio marítimo ficarão sob responsabilidade do United States Central Command (CENTCOM). Essa unidade possui ampla experiência em operações navais no Golfo e conta com os recursos necessários para garantir o cumprimento das restrições. Esse movimento por parte de Washington reforça sua determinação em alcançar seus objetivos e sua disposição de utilizar todos os instrumentos disponíveis para atingir o resultado político pretendido.
Enquanto isso, como mencionado anteriormente, o Brent ultrapassou US$ 103 por barril na segunda-feira. No entanto, uma alta de 8% ainda não reflete plenamente o potencial impacto de um bloqueio efetivo. Caso essa medida seja implementada, diversos economistas estimam que um preço de equilíbrio do petróleo poderia situar-se na faixa de US$ 140 a US$ 150 por barril, já que um bloqueio americano poderia transformar um conflito regional em uma crise global, reduzindo a oferta em até 12 milhões de barris por dia.
Neste momento, os traders consideram que um bloqueio em ambos os lados do estreito seria uma medida extrema, o que explica a reação relativamente moderada dos preços durante a sessão asiática.
Considerando o panorama técnico atual do petróleo, os compradores precisam recuperar a resistência mais próxima, em US$ 106,83. Isso abriria caminho para o teste de US$ 113,36, nível acima do qual a continuidade do movimento tende a ser mais desafiadora. Um alvo adicional está na região de US$ 118,88.
Em caso de queda nos preços do petróleo, os vendedores tentarão assumir o controle na faixa de US$ 100,40. Se forem bem-sucedidos, a quebra desse nível poderá representar um duro golpe para as posições altistas e levar o petróleo até a mínima de US$ 92,54, com potencial de extensão até US$ 86,67.