Os Emirados Árabes Unidos devem deixar a OPEC em 1º de maio, movimento que pode representar um golpe significativo para o cartel de produtores. Ao mesmo tempo, os Estados Unidos intensificam a pressão sobre o Irã, mirando refinarias chinesas e países que pagam taxas de trânsito.
O petróleo West Texas Intermediate voltou a superar o nível psicológico de US$ 100 por barril, impulsionado por fatores fundamentais.
Relatos de que os EUA estão preparados para prolongar o bloqueio ao Irã agravam ainda mais os problemas de oferta no Oriente Médio. De acordo com uma reportagem do The Wall Street Journal, autoridades americanas afirmam que o presidente Donald Trump instruiu assessores a se prepararem para um bloqueio prolongado. A estratégia seria manter a pressão sobre a economia iraniana e suas exportações de petróleo, restringindo o transporte marítimo de e para portos do país. Fontes indicam que Trump considera alternativas, como bombardeios ou uma intervenção militar mais ampla, mais arriscadas do que a manutenção do bloqueio.
Além disso, a possível saída dos Emirados Árabes Unidos da OPEP ocorre em meio a uma crise energética crescente, impulsionada pelo conflito com o Irã e por tensões internas entre os países do Golfo.
Trump também afirmou que o Irã solicitou aos EUA a suspensão do bloqueio naval no Estreito de Ormuz, enquanto as negociações de cessar-fogo continuam, já que os fluxos de energia da região já estão sendo afetados. O fechamento desse corredor estratégico interrompe cerca de 20% do transporte global de petróleo.
Os EUA também ampliaram a pressão com medidas adicionais, incluindo possíveis sanções a refinarias chinesas com vínculos com Teerã e a países que pagam taxas de trânsito para atravessar o Estreito de Ormuz.
Do ponto de vista técnico, o petróleo segue sendo negociado acima das principais médias móveis, com o impulso sustentado acima da marca psicológica de US$ 100, o que reforça a possibilidade de novas altas. Os osciladores permanecem positivos e ainda distantes da zona de sobrecompra, indicando força compradora no mercado.