Enquanto isso, com o Bitcoin tentando se manter acima dos US$ 82.000 e após um relatório trimestral no qual a Strategy registrou enormes perdas contábeis, seu fundador, Michael Saylor, fez uma declaração que pode mudar a percepção sobre o modelo de negócios da maior detentora corporativa de bitcoins.
Pela primeira vez em muitos anos, Michael Saylor declarou publicamente que a Strategy está disposta a considerar a venda de parte de suas reservas de Bitcoin caso isso seja do interesse dos acionistas e da estrutura de capital da empresa.
"Provavelmente venderemos um pouco de Bitcoin para financiar o dividendo, apenas para 'imunizar' o mercado, para enviar a mensagem de que fizemos isso", enfatizou durante uma teleconferência em 5 de maio.
O principal motivo para a mudança de discurso são os números que estão pressionando. No relatório do 1º trimestre de 2026, o prejuízo operacional foi de cerca de US$ 14,5 bilhões, enquanto o prejuízo líquido ficou em torno de US$ 12,8 bilhões. Ambos não refletem problemas no negócio principal, mas sim uma reavaliação contábil dos ativos — a queda acentuada do Bitcoin gerou perdas não realizadas (no papel).
Ao mesmo tempo, a Strategy continua acumulando reservas: a empresa agora detém 818.334 BTC, o que representa cerca de 3,9% de todos os bitcoins já minerados. O preço médio de compra gira em torno de US$ 75.500.
O fundador da empresa, Michael Saylor, também mencionou alguns cenários em que a companhia poderia vender parte de suas reservas de Bitcoin:
Pagamento de dividendos — principalmente das ações preferenciais STRC, com obrigação anual de cerca de US$ 1,5 bilhão;Recompra de dívida — para reduzir alavancagem sem emitir novos empréstimos;Recompra de ações;Benefícios fiscais — incluindo um crédito estimado em cerca de US$ 2,2 bilhões que poderia ser utilizado."Você compra bitcoin com crédito, deixa ele valorizar e depois vende bitcoin para pagar os dividendos", explicou Saylor, descrevendo essa nova lógica.
Os investidores reagiram sem muito entusiasmo. Na prática, a Strategy sinalizou ao mercado que está disposta a se tornar um veículo mais flexível — capaz de aumentar suas posições em Bitcoin, mesmo que isso implique vender parte das reservas em determinados momentos.
Essa abordagem pode afastar os maximalistas mais rígidos do Bitcoin, mas tende a atrair uma nova classe de investidores institucionais, interessados em estruturas financeiras mais sofisticadas e dinâmicas.
Recomendação de negociação:
No que diz respeito ao panorama técnico do Bitcoin, os compradores têm atualmente como meta um retorno aos US$ 86.600, o que abre um caminho direto para os US$ 85.600 e, a partir daí, para os US$ 87.900. O alvo mais distante é a máxima próxima de US$ 90.000; ultrapassá-la sinalizaria tentativas de retorno a um mercado em alta. Em caso de queda, espero que haja compradores nos US$ 81.700. Um retorno do instrumento abaixo dessa área poderia empurrar rapidamente o BTC em direção a US$ 80.100. O alvo mais distante estaria em torno de US$ 78.300.
No que diz respeito ao panorama técnico do Ethereum, uma consolidação clara acima de US$ 2.446 abre caminho direto para US$ 2.503. O alvo mais distante é a máxima próxima a US$ 2.575; uma quebra dessa marca indicaria um fortalecimento do sentimento de alta e um retorno do interesse dos compradores. Em caso de queda, espero compradores em US$ 2.387. Um retorno do instrumento abaixo dessa área poderia levar rapidamente o ETH para US$ 2.338. O alvo mais distante ficaria em torno de US$ 2.290.
O que podemos ver no gráfico:
- As linhas vermelhas indicam os níveis de suporte e resistência, onde se espera uma desaceleração do preço ou um crescimento acentuado;
- As linhas verdes indicam a média móvel de 50 dias;
- As linhas azuis indicam a média móvel de 100 dias;
- As linhas verde-claras indicam a média móvel de 200 dias.
Um cruzamento, ou um teste de preço das médias móveis, geralmente interrompe o movimento ou gera um novo impulso no mercado.