Mercado de ações em 25 de maio: S&P 500 e NASDAQ atingem novos recordes históricos

Na última sexta-feira, os índices acionários fecharam em alta. O S&P 500 avançou 0,37%, o Nasdaq 100 subiu 0,19% e o Dow Jones Industrial Average ganhou 0,58%.

Os mercados iniciaram a segunda-feira com otimismo cauteloso. Os índices acionários globais operam em alta, o petróleo recua mais de 5% e o dólar enfraquece — tudo em reação a relatos de que os EUA e o Irã avançaram nas negociações sobre o Estreito de Ormuz.

O índice MSCI All Country World avançou 0,3%, aproximando-se da máxima do mês. O índice japonês Nikkei 225 saltou cerca de 3%, atingindo um nível recorde, com o setor de tecnologia novamente liderando os ganhos. Os futuros do S&P 500 subiram aproximadamente 1%. Já o petróleo Brent caiu abaixo de US$ 98 por barril, o menor nível em mais de duas semanas.

Em resumo, o jornal americano The Washington Post informou que Estados Unidos e Irã elaboraram um memorando preliminar de entendimento que estenderia o cessar-fogo por 60 dias, enquanto realizam a remoção de minas e a reabertura do Estreito de Ormuz. Paralelamente, estariam em curso negociações sobre o programa nuclear iraniano e o desbloqueio de ativos do Irã.

Já existem sinais concretos de distensão: 33 embarcações — incluindo petroleiros e navios porta-contêineres — atravessaram o estreito nas últimas 24 horas com autorização da Marinha da Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC).

Ainda assim, vender petróleo com base apenas nessas manchetes continua sendo arriscado. A agência iraniana Tasnim News Agency alertou que o acordo preliminar ainda pode fracassar devido a divergências sobre o desbloqueio de ativos.

O presidente Donald Trump afirmou que não pretende apressar um acordo, enquanto o secretário de Estado Marco Rubio disse esperar novas informações no domingo à noite, mas advertiu contra interpretações excessivamente otimistas dos primeiros relatos.

Muitos participantes do mercado avaliam atualmente as chances de um acordo em aproximadamente 50/50 — um cenário otimista, mas longe de garantido.

A lógica do mercado é simples: preços mais baixos do petróleo aliviam as pressões inflacionárias, reduzindo a necessidade de juros mais altos — algo positivo para ações, títulos e ouro. Os dados de consumo dos EUA desta semana e os números de inflação da Europa mostrarão aos mercados se o avanço diplomático está alterando o cenário inflacionário de forma suficientemente rápida para que a Reserva Federal, sob a nova liderança de Kevin Warsh, considere uma pausa na política monetária.

Os traders já precificaram uma alta de juros até o fim do ano, e esses dados determinarão se esse cenário continuará plausível.

Do ponto de vista técnico, a análise do S&P 500 mostra que a tarefa imediata dos compradores é superar o nível de resistência em US$ 7.547. Isso confirmaria a continuidade da alta e abriria espaço para um avanço em direção a US$ 7.574.

A manutenção do controle acima de US$ 7.607 reforçaria ainda mais a posição dos compradores. No lado negativo, os compradores precisam defender a região de US$ 7.518. Um rompimento abaixo desse nível provavelmente levaria o índice de volta para US$ 7.494, abrindo caminho para US$ 7.474.