O dólar recuperou rapidamente suas posições ontem em meio a uma nova escalada das tensões geopolíticas, algo com que os investidores já vinham se acostumando nas últimas semanas, embora ataques militares dessa magnitude não fossem observados há bastante tempo.
As notícias de que forças americanas realizaram ataques contra o Irã, pouco depois de o presidente Donald Trump acusar Teerã de derrubar um helicóptero militar americano na costa de Omã, provocaram uma queda nos ativos de risco e impulsionaram a valorização do dólar.
A reação dos mercados foi imediata: o euro, a libra esterlina e o dólar australiano, que já enfrentavam pressão em meio às incertezas globais, registraram quedas acentuadas. Ao mesmo tempo, o dólar americano, tradicionalmente visto como um ativo de refúgio (safe haven) em períodos de tensão geopolítica, recebeu um novo impulso de alta.
Fica evidente que o aumento das tensões no Oriente Médio, alimentado por mais um episódio de escalada entre Washington e Teerã, não poderia deixar de afetar a estabilidade econômica global.
Hoje, durante a primeira metade do dia, está prevista a divulgação dos dados sobre a variação da produção industrial da Itália, um dos principais indicadores da atividade econômica do país. Os números serão publicados pelo ISTAT e poderão influenciar tanto a cotação da moeda única quanto o sentimento dos investidores.
As estimativas preliminares apontam para um crescimento modesto de apenas 0,1% na produção industrial italiana em abril. O cenário é contraditório: de um lado, a inflação persistentemente elevada e os altos custos de energia continuam pressionando os custos de produção e limitando o ritmo de crescimento. Por outro, a demanda relativamente estável dos principais parceiros comerciais, incluindo os países da Zona do Euro, pode ajudar a sustentar os níveis de produção.
No entanto, apenas uma divulgação significativamente diferente das expectativas deverá provocar um impacto relevante sobre o euro.
A ausência de indicadores macroeconômicos importantes no Reino Unido nesta sessão significa que o par GBP/USD carece de catalisadores internos capazes de sustentar uma recuperação mais consistente.
Sem novos dados econômicos relevantes, a libra esterlina permanece dependente de fatores externos, ficando sem o suporte necessário para fortalecer um movimento de alta mais expressivo. É provável, portanto, que o mercado opere dentro de uma faixa relativamente estreita até que surjam novos direcionadores, com o foco voltado principalmente para fatores externos: a dinâmica do dólar americano, o sentimento global dos mercados e eventuais declarações de Trump sobre o Oriente Médio.
A situação geopolítica na região continua sendo o principal fator a moldar o sentimento no mercado cambial e, consequentemente, a influenciar a dinâmica dos principais pares de moedas.
Nesse contexto, na ausência de notícias domésticas capazes de sustentar o interesse pela libra, o par GBP/USD provavelmente continuará a oscilar dentro da faixa atual de negociação ou apresentará apenas movimentos moderados, reagindo principalmente a choques externos.
Se os dados vierem em linha com as expectativas dos analistas, recomenda-se operar com base na estratégia de Reversão à Média. Caso os números fiquem significativamente acima ou abaixo das projeções, a estratégia Momentum deverá ser utilizada.
Estratégia Momentum (Rompimento):Para o par EUR/USD:Comprar no rompimento de 1,1556 pode levar o euro a subir para as regiões de 1,1579 e 1,1601. Vender no rompimento de 1,1529 pode levar o euro a cair para as regiões de 1,1506 e 1,1480.Para o par GBP/USD:Comprar no rompimento de 1,3400 pode levar a libra esterlina a subir para as regiões de 1,3435 e 1,3471. Vender no rompimento de 1,3370 pode levar a libra a cair para as regiões de 1,3336 e 1,3307.Para o par USD/JPY:Comprar no rompimento de 160,43 pode levar o dólar a subir para as regiões de 160,67 e 160,91. Vender no rompimento de 160,24 pode provocar uma queda do dólar para as regiões de 160,02 e 159,83.Estratégia de reversão à Média (Returnos):