A produção de petróleo dos membros da OPEP atingiu seu menor nível desde 2000, totalizando apenas 16,13 milhões de barris por dia neste ano, segundo uma pesquisa regular da organização citada pela Reuters. Trata-se do menor volume registrado desde o início da série em 2000.
Os dados de maio também mostram uma queda em relação aos níveis observados no auge da pandemia de COVID-19, quando os cortes de produção foram motivados pela forte retração da demanda decorrente dos lockdowns. É importante destacar que os números de maio não incluem os volumes produzidos pelos Emirados Árabes Unidos, que deixaram a organização em 1º de maio.
De acordo com o levantamento da Reuters, as maiores reduções de produção foram registradas no Irã, cujas exportações recuaram para o menor nível dos últimos seis anos em consequência do bloqueio naval imposto pelos Estados Unidos após o fechamento do Estreito de Ormuz por Teerã. Essa interrupção também afetou a produção de petróleo de outros países do Golfo.
No Iraque, o segundo maior produtor da OPEP, a produção dos campos do sul caiu 70% desde o início das operações militares dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, passando para uma média de 1,3 milhão de barris por dia, ante 4,3 milhões de barris diários antes do início do conflito.
Ao mesmo tempo, Venezuela e Nigéria vêm registrando aumento da produção, em grande parte devido à sua distância das operações militares no Oriente Médio. Em maio, a Venezuela exportou cerca de 1,25 milhão de barris por dia, volume 0,7% superior ao registrado em abril (1,23 milhão de barris por dia) e 61% acima do observado em maio de 2025.
Na Nigéria, a produção de petróleo e condensados alcançou 1,66 milhão de barris por dia em maio, enquanto a produção de petróleo bruto avançou para 1,49 milhão de barris por dia, permanecendo ligeiramente abaixo da cota estabelecida pela OPEP+.
No início deste mês, a OPEP+ elevou sua cota total de produção em 188 mil barris por dia para julho, levando o aumento acumulado desde abril para 600 mil barris diários. No entanto, essa expansão permanece, em grande medida, apenas no papel, já que a produção efetiva continua limitada pelas consequências da guerra.