Na última sexta-feira, não houve variações, já que os mercados dos EUA estavam fechados por causa de um feriado, mas na quinta-feira, o S&P 500 recuou 0,01% e o Nasdaq 100 caiu 0,80%. O Índice Dow Jones Industrial Average subiu 1,14%.
Hoje, as primeiras tentativas de reanimar as ações de tecnologia na Ásia perderam força, e os mercados iniciaram o segundo semestre do ano com cautela evidente. Os investidores estão cada vez mais céticos quanto à sustentabilidade do rali impulsionado pela IA e preferem realizar lucros. O índice asiático de fabricantes de chips de memória caiu cerca de 1%, o KOSPI, da Coreia do Sul, recuou 1%, e o Nikkei, do Japão, perdeu 0,4%.
Os semicondutores voltaram ao centro das atenções, mas com um sentimento misto. A SK Hynix caiu 3,8% antes de uma grande oferta planejada nos Estados Unidos, que poderá captar cerca de US$ 29 bilhões para fortalecer sua competitividade global no segmento de chips de memória para IA. Houve também sinais positivos: a Hon Hai, parceira da Nvidia na montagem de servidores, reportou vendas acima das expectativas. Esse contraste ilustra bem o momento atual do setor.
Os motivos para a cautela são compreensíveis e têm origem na recente liquidação do mercado. As empresas de memória iniciaram o terceiro trimestre após a maior queda em dois dias em quase um mês. A rotação de capital tornou-se o principal tema apontado por diversos estrategistas: gestores que realizam lucros tendem a continuar reduzindo exposição às ações ligadas à IA, que registraram fortes valorizações, e a direcionar recursos para setores que ficaram para trás e apresentam avaliações mais atrativas. Montadoras, empresas industriais e o setor de saúde estão entre os principais candidatos a receber esses fluxos.
Agora, toda a atenção se volta para a temporada de resultados corporativos, considerada o teste decisivo para a narrativa da inteligência artificial. Os investidores querem evidências de que as empresas de tecnologia conseguem converter os investimentos bilionários em infraestrutura de IA em lucros concretos. Muitas ações já corrigiram para níveis mais razoáveis, o que significa que resultados acima das expectativas podem desencadear uma recuperação significativa — e é isso que mantém o tema atrativo para o mercado.
Em outra frente, os receios relacionados à inflação continuaram a diminuir. O petróleo Brent recuou cerca de 0,2%, sendo negociado em torno de US$ 72 por barril, à medida que o tráfego de navios-tanque pelo Estreito de Ormuz retornou à normalidade e a OPEP+ confirmou mais um aumento moderado das cotas de produção para o próximo mês. Esse contexto continua pressionando os preços do petróleo e contribui para reduzir as pressões inflacionárias.
O ouro estabilizou-se próximo de US$ 4.175 por onça, após três sessões consecutivas de alta impulsionadas pela especulação de que o Federal Reserve (Fed) não terá pressa em elevar os juros após a divulgação de um relatório fraco sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos.
Do ponto de vista técnico, a análise do S&P 500 indica que a tarefa imediata dos compradores é superar a resistência em 7.518 pontos. Um rompimento desse nível confirmaria a continuidade do movimento de alta e abriria caminho para 7.544 pontos. A manutenção do controle acima de 7.574 pontos fortaleceria ainda mais a posição dos compradores. No lado da baixa, os compradores precisam defender o suporte em 7.494 pontos. Um rompimento abaixo desse nível provavelmente levará o índice de volta para 7.474 pontos, abrindo espaço para uma queda até 7.451 pontos.