A escalada das tensões no Oriente Médio e a alta dos preços do petróleo reacenderam os temores de inflação e vêm pressionando o ouro e a prata. Os custos mais elevados da energia e o fortalecimento do dólar também intensificaram a saída de recursos de ativos de risco, derrubando o Bitcoin e a maioria das altcoins. No outro extremo, a TSMC registra demanda recorde e forte crescimento da receita em meio ao boom dos chips para inteligência artificial (IA). Enquanto isso, o Google publicou discretamente uma prévia do "Magic Pointer" na Play Store — um sinal de que a integração do Gemini às interfaces e aos futuros dispositivos Googlebook poderá impulsionar a demanda por hardware de IA e por ações do setor. Em conjunto, esses acontecimentos aumentam a volatilidade e criam oportunidades de negociação nos mercados de commodities, câmbio (FX), criptomoedas e tecnologia.
O ouro perde terreno à medida que os riscos geopolíticos e o petróleo provocam uma subidaOs preços do ouro continuaram em queda nesta segunda-feira. O XAU/USD recuou 1,54%, sendo negociado a US$ 4.057,76 por onça. A prata registrou perdas ainda maiores: o XAG/USD caiu 2,80%, para US$ 58,19 por onça, enquanto a platina recuou cerca de 1,61%. O principal motivo foi a alta dos preços do petróleo após uma nova escalada das tensões no Oriente Médio, que reacendeu as expectativas de inflação e reduziu a atratividade do ouro, um ativo que não gera rendimento.
O que aconteceu? Durante o fim de semana, os Estados Unidos realizaram novos ataques contra alvos no Irã, em resposta ao ataque contra um navio de bandeira cipriota no Estreito de Ormuz. O governo iraniano ameaçou fechar o estreito, embora autoridades americanas neguem essa possibilidade. As negociações para um cessar-fogo continuam frágeis.
O petróleo reagiu com uma alta de aproximadamente 3%, à medida que o mercado passou a temer interrupções no fornecimento através do Estreito de Ormuz, rota responsável pelo transporte de cerca de 20% do petróleo comercializado globalmente. A valorização da energia aumenta os riscos inflacionários.
Diante desse cenário, os investidores elevaram as apostas em uma política monetária mais restritiva por parte do Federal Reserve (Fed). O avanço dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano e o fortalecimento do dólar continuam pressionando o ouro, que não oferece retorno por meio de juros.
Além disso, a ata da reunião de junho do Fed reforçou um tom hawkish, mostrando que vários membros do comitê consideraram justificável uma nova elevação das taxas de juros, apesar da redução das preocupações com o mercado de trabalho.
A próxima reunião do Fed está marcada para os dias 28 e 29 de julho, e a terça-feira reserva dois eventos que poderão definir a direção do ouro: a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI) dos Estados Unidos e o primeiro depoimento do presidente do Fed, Kevin Warsh, perante o Congresso.
Segundo Tony Sycamore, analista da IG, o ouro continua altamente sensível tanto aos desdobramentos geopolíticos quanto aos dados de inflação. Ele destaca que o metal encontrou suporte próximo ao nível psicológico de US$ 4.000 por onça na semana passada. Um rompimento consistente da faixa entre US$ 4.200 e US$ 4.220 poderá abrir espaço para um avanço em direção à média móvel de 200 dias, localizada em torno de US$ 4.491.
Por outro lado, um CPI acima do esperado poderá fortalecer as expectativas de uma nova elevação dos juros pelo Fed, impulsionando o dólar e aumentando a pressão sobre o ouro. Já uma inflação abaixo do esperado tende a favorecer a estabilização do mercado após as perdas recentes.
O cenário atual cria oportunidades para os traders, já que a elevada volatilidade nos mercados de commodities e câmbio abre espaço para estratégias de curto e médio prazo, especialmente em ativos ligados ao ouro, à prata, ao petróleo e ao dólar.
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Bitcoin cai, as altcoins voltam a registar perdasNo início do pregão asiático desta segunda-feira, o Bitcoin caiu mais de 2%, para cerca de US$ 62.770, de acordo com a TradingKey — uma queda de aproximadamente 2,18% em relação ao fechamento anterior. No fim de semana, o BTC subiu brevemente para US$ 63.800 e chegou a atingir US$ 64.000, mas os vendedores voltaram e empurraram o preço para baixo.
Um fator que intensificou a pressão sobre os ativos de risco foi o petróleo: o New York Times informou que, após o novo ataque dos EUA ao Irã, o Brent subiu mais de 4% e ultrapassou os US$ 79 por barril.
A alta dos preços do petróleo reacendeu as preocupações dos investidores com a inflação. Em um cenário como esse, os mercados globais normalmente registram uma redução do apetite por ativos de risco, incluindo as criptomoedas.
O mercado cripto em geral também apresentou desempenho fraco: ativos como XRP, Solana e Dogecoin recuaram. Essa fraqueza vem se mantendo desde o fim de junho, quando o indicador de inflação preferido pelo Federal Reserve atingiu o maior nível em três anos, e essa dinâmica continua pesando sobre a demanda.
A TSMC bate novos recordes — receitas aumentam devido à procura de chips de IAA TSMC divulgou resultados impressionantes: a receita do segundo trimestre cresceu 36% em relação ao mesmo período do ano anterior, e em junho atingiu o recorde de 442,68 bilhões de TWD. Esses números reforçam que a demanda por chips de IA continua impulsionando a maior fundição de semicondutores do mundo.
A empresa divulgou seu relatório mensal de receita com um pequeno atraso, pois um tufão transformou o dia 10 de julho em feriado em Taiwan. As vendas de junho cresceram 67,9% em relação ao mesmo período do ano anterior e 6,2% em relação a maio.
A receita da TSMC totalizou 2.404,48 bilhões de TWD no primeiro semestre de 2026, e os resultados trimestrais superaram a faixa de previsão da empresa, de US$ 39 a 40,2 bilhões, divulgada em abril.
Esses resultados destacam o papel central da TSMC na construção da infraestrutura global de IA: a empresa registrou crescimento de receita de dois dígitos por mais de oito trimestres consecutivos. O mercado parece estar se reestruturando para atender às necessidades de computação em IA, e a demanda por nós de processo avançados continua forte.
Google lança o Magic Pointer na Play Store — prévia de um recurso para futuras versões do GooglebooksOntem, o Google lançou discretamente um novo aplicativo chamado Magic Pointer na Play Store. Não houve um grande anúncio oficial, mas o aplicativo já está disponível e é descrito como uma ferramenta que permite ao usuário "apontar e selecionar objetos para obter ajuda do Gemini" — ou seja, oferece comandos de IA com compreensão de contexto diretamente na interface.
O lançamento foi identificado inicialmente pelo 9to5Google e ocorreu em meio à expectativa por mais detalhes sobre o Googlebook — a nova categoria de notebooks apresentada pelo Google durante o The Android Show, em maio, com previsão de mais informações para o outono.
O Magic Pointer é apresentado como um dos principais recursos dessa plataforma. Segundo a descrição do Google DeepMind, a ferramenta é muito mais do que um simples cursor: ela utiliza o Gemini para compreender o contexto visual e semântico do conteúdo que o usuário está apontando ou selecionando.
Um simples movimento do cursor sobre um elemento ativa o modelo de IA, que então oferece ações contextuais — desde a criação de um resumo automático de um PDF e a adição de um evento ao calendário a partir de um cartaz de show, até a combinação de colunas em uma planilha por meio de um simples comando de voz.
A proposta é tornar os fluxos de trabalho mais dinâmicos e intuitivos, exibindo sugestões e comandos de IA exatamente nos pontos em que o usuário está olhando e interagindo.
Por enquanto, trata-se apenas de uma prévia inicial — o Google está permitindo que usuários e desenvolvedores explorem o conceito antes de qualquer lançamento de hardware.
A presença do aplicativo na Play Store oferece uma visão de como o Google pretende integrar o Gemini à interface: não como um painel separado, mas como uma camada interativa sobre a área de trabalho tradicional.
Essa nova integração da IA às ferramentas de trabalho do dia a dia deverá continuar impulsionando a demanda por dispositivos com maior capacidade de processamento e suporte à inteligência artificial. Mais detalhes sobre o hardware Googlebook e sobre a reação dos desenvolvedores e fabricantes de equipamentos originais (OEMs) são esperados nos próximos meses.
Os traders podem tirar proveito desses desdobramentos: notícias relacionadas a hardware e software de IA frequentemente provocam volatilidade e criam oportunidades de negociação em ações e setores ligados a essa tecnologia.
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