Irã e Omã chegam a um acordo sobre rota pelo Estreito de Ormuz — Preço do petróleo WTI cai para US$ 75

Ontem, o Irã anunciou que havia chegado a um acordo com Omã sobre uma proposta de rota marítima pelo Estreito de Ormuz, o que poderia ser um passo rumo à retomada das operações nessa via navegável crucial para o abastecimento de energia. O petróleo reagiu a essa notícia com uma queda: na manhã desta quinta-feira, o Brent era negociado em torno de US$ 79 por barril e o WTI em torno de US$ 75, dando continuidade à sua queda após uma desvalorização de 11% nas três primeiras sessões de negociação da semana.

Uma declaração conjunta entre Teerã e Mascate está em fase de revisão e ajustes finais, afirmou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, a jornalistas nesta quarta-feira. Segundo ele, as negociações entre os dois países estão "avançando", e um acordo será alcançado "se determinadas terceiras partes não impedirem esse processo", sem mencionar qualquer papel de Washington, limitando-se a afirmar que o fechamento do estreito foi consequência dos ataques dos Estados Unidos e de Israel.

A Casa Branca não comentou o assunto, embora o presidente Donald Trump tenha afirmado, no fim da noite de ontem, que um acordo sobre o Estreito de Ormuz é inevitável. No entanto, o próprio Irã rapidamente moderou as expectativas quanto a um avanço decisivo. A televisão estatal iraniana minimizou a importância dos resultados das negociações, citando uma fonte familiarizada com a situação, segundo a qual o acordo entre Teerã e Mascate não significaria necessariamente a reabertura imediata do estreito, mas dependeria de mudanças na postura dos Estados Unidos.

A posição de Teerã em relação ao controle do Estreito de Ormuz continua sendo um dos principais pontos de tensão de todo o conflito. O Irã exige que as embarcações obtenham autorização para atravessar o estreito e paguem taxas de trânsito, além de atacar navios que, em sua avaliação, violam essas regras. Em resposta, os Estados Unidos impuseram um bloqueio aos portos iranianos, o que levou ao colapso do acordo de cessar-fogo no mês passado. Embora as hostilidades entre as partes estejam atualmente suspensas, diversas questões continuam sem solução — principalmente o programa nuclear iraniano — e ainda não foi alcançado um acordo oficial de negociações.

Vale destacar que, mesmo após meses de hostilidades, o tráfego marítimo na região nunca foi completamente interrompido.

Quanto ao cenário técnico atual do petróleo, os compradores precisam recuperar a resistência mais próxima, em US$ 76,30. Isso abrirá espaço para um avanço em direção aos US$ 78,70, nível cujo rompimento deverá encontrar resistência significativa. O alvo mais distante dos compradores está na região de US$ 81,11.

Caso o petróleo recue, os vendedores tentarão assumir o controle da região de US$ 73,79. Se conseguirem romper esse suporte, isso representará um duro golpe para a posição dos compradores e poderá levar o preço do petróleo até a mínima de US$ 71,69, com possibilidade de extensão da queda em direção aos US$ 69,58.