Os mercados acionários globais seguem em alerta. Depois das quedas nos EUA, as bolsas asiáticas também fecharam em baixa. O principal gatilho foi o petróleo, que chegou a ser negociado perto de US$ 102 por barril durante a sessão, alimentando os temores dos investidores com a alta da inflação. Nesse contexto, o rendimento do Treasury americano de 10 anos permaneceu próximo das máximas recentes, em torno de 4,85%.
O desenvolvimento mais revelador foi um quase fiasco do Tesouro dos EUA: o plano de comprar US$ 6 bilhões em Treasuries de longo prazo não conseguiu acalmar o mercado e, em vez disso, decepcionou os investidores. Enquanto intervenções anteriores produziram um alívio de curta duração, essa ferramenta agora parece estar perdendo eficácia. O episódio reforça os argumentos dos céticos de que soluções técnicas pontuais não são capazes de resolver problemas fiscais sistêmicos e de que o conjunto de ferramentas do Tesouro está rapidamente se esgotando. Acesse o link para mais detalhes.
A tempestade da dívida e o petróleo a US$ 101: por que a IA impede que o mercado entre em colapsoO mercado de títulos do governo dos EUA parece ter colocado à prova a capacidade de resposta do Tesouro: a recompra de US$ 6 bilhões não acalmou os investidores e, em vez disso, ajudou a empurrar os rendimentos dos títulos de 10 anos para os níveis mais altos desde 2023. O limiar psicológico de 5% agora se aproxima. Um rompimento acima desse nível poderia criar problemas significativos para a economia. A escalada geopolítica no Oriente Médio e os ataques à infraestrutura energética agravam a pressão, levando o Brent acima de US$ 101 por barril.
Apesar dessa tempestade macroeconômica, o S&P 500 tem demonstrado uma resiliência surpreendente. A explicação está na inteligência artificial. A demanda incessante por tecnologias de IA e os investimentos maciços no setor funcionam como um escudo protetor para as gigantes de tecnologia. Enquanto Wall Street acreditar na continuidade do ciclo de financiamento para a implantação de redes neurais, o aumento dos custos de financiamento e os riscos geopolíticos ficam em segundo plano, impedindo um colapso das ações. Acese o link para mais detalhes.
Dólar sob pressão enquanto vendedores testam mínomas de 4 mesesO dólar americano continua enfraquecendo em meio ao fortalecimento do iene, à incerteza em relação à política do Fed e ao programa de recompra do Tesouro dos EUA. Agora, os mercados aguardam com apreensão os novos dados de inflação, que deverão esclarecer as perspectivas e definir a direção para as próximas semanas.
O cenário técnico permanece negativo. O índice está em uma tendência de baixa consistente, sendo negociado abaixo de todas as principais médias móveis. No entanto, os indicadores estão se aproximando do território de sobrevenda, deixando espaço para uma recuperação defensiva de curto prazo.
Um rompimento decisivo acima da resistência em 99,20, especialmente se acompanhado por dados de preços hawkish, abriria caminho para os touros em direção ao nível psicológico de 100,00.
Por outro lado, uma queda abaixo do suporte em 98,68 daria sinal verde aos ursos para mirar 97,80 e 97,60, enquanto um rompimento da região de 96,20 consolidaria um mercado de baixa generalizado para o dólar. Acesse o link para mais detalhes.
Iene ganha força, dólar resiste: principais catalisadores do USD/JPYO USD/JPY está sendo negociado próximo das mínimas de sete meses, pouco acima de 153,50, enquanto o iene ganha força diante das expectativas de medidas agressivas por parte do Banco do Japão (BOJ). Os mercados já estão precificando integralmente uma alta de 25 pontos-base na próxima reunião de setembro, além de uma provável nova alta em dezembro. Esse movimento é sustentado não apenas por vozes hawkish dentro do BOJ, mas também pelo sólido crescimento dos salários e por dados macroeconômicos favoráveis.
Ainda assim, o dólar demonstra resiliência e iniciou uma recuperação cautelosa. Os investidores estão se preparando para a divulgação dos dados de inflação dos EUA (PPI e CPI), que serão fundamentais para definir a política do Fed. A escalada geopolítica no Oriente Médio, incluindo incidentes envolvendo petroleiros no Estreito de Ormuz, está pressionando os preços da energia, alimentando os temores de inflação e dando suporte ao dólar, impedindo que o USD/JPY amplie sua queda. Para mais detalhes, acesse o link.
USD/CAD se prepara para a tempestade: inflação vs. petróleoO USD/CAD permanece pouco acima de 1,3800, enquanto os traders adotam uma postura de espera antes da divulgação dos principais indicadores de inflação dos EUA. Os dados do PPI e do CPI desta semana serão as principais referências para o mercado. Eles determinarão o grau de agressividade com que o Fed poderá apertar a política monetária em sua reunião de setembro. Atualmente, os investidores estão precificando uma alta probabilidade de um novo aperto monetário, enquanto os elevados rendimentos dos Treasuries dos EUA oferecem suporte claro ao dólar.
A geopolítica acrescenta outra camada de complexidade. A escalada das tensões entre os Estados Unidos e o Irã no Estreito de Ormuz levou o petróleo a máximas de três meses. Essa dinâmica cria uma disputa de forças no USD/CAD: de um lado, o risco global e os fluxos para ativos de refúgio favorecem o dólar; de outro, preços mais altos do petróleo tendem a fortalecer o dólar canadense. O resultado é uma negociação instável, com potencial de alta limitado para o USD/CAD até que os dados de inflação ofereçam um sinal mais claro sobre a direção do mercado. Acesse o link para mais detalhes.