Presidente do PBOC alerta que criptomoedas representam uma ameaça à estabilidade econômica

O presidente do Banco Popular da China (PBOC) comparou as criptomoedas a um tufão mal previsto, uma força capaz de desestabilizar toda a economia se não for devidamente controlada. A mensagem é clara: Pequim não pretende suavizar sua postura rígida em relação ao Bitcoin, Ethereum e outros ativos digitais tão cedo.

A declaração foi feita logo após o Ministério da Segurança do Estado da China revelar a descoberta de uma empresa estrangeira que, supostamente, estaria usando criptomoedas como fachada para coletar dados biométricos de cidadãos, escaneando íris e outras informações sensíveis. Embora o nome da empresa não tenha sido divulgado, a descrição remete ao Worldcoin, projeto de Sam Altman, fundador da OpenAI — o que levanta suspeitas de que o empresário possa estar envolvido em uma disputa de alto risco.

O verdadeiro foco das críticas, no entanto, recai sobre as stablecoins, que o presidente do PBOC classificou como uma “ameaça séria”. Segundo ele, seus emissores frequentemente ignoram protocolos de identificação de clientes e falham na prevenção à lavagem de dinheiro, colocando o sistema financeiro global em situação de maior vulnerabilidade. Além disso, alertou que essas moedas estáveis podem enfraquecer a soberania monetária de países em desenvolvimento.

Enquanto isso, vizinhos asiáticos como a Coreia do Sul seguem em direção oposta, lançando stablecoins reguladas, como o KRW1,em um verdadeiro sprint tecnológico para integrar a inovação cripto dentro dos limites da lei.