Os preços da prata disparam com o agravamento das tensões geopolíticas

Os preços da prata atingiram máximas históricas nas primeiras negociações asiáticas de segunda-feira, impulsionados pela escalada das tensões geopolíticas, que elevou a demanda por ativos de refúgio.

A prata à vista avançou 0,4%, alcançando o recorde de US$ 67,5325 por onça. Já os contratos futuros de prata para fevereiro também subiram 0,4%, encerrando a sessão em US$ 67,860 por onça.

O metal destacou-se como o principal desempenho entre os metais preciosos, enquanto ouro, platina e paládio seguiram a mesma trajetória, sustentados pelo aumento do interesse dos investidores por aplicações defensivas.

O ouro à vista registrou alta de 0,2%, para US$ 4.348,30 por onça. A platina à vista também subiu 0,2%, aproximando-se do patamar de US$ 2.000, enquanto o paládio avançou 0,7%, atingindo US$ 1.729,97 por onça.

O aumento da procura por ativos de proteção está ligado a relatos divulgados no último fim de semana sobre planos de Israel de informar os Estados Unidos a respeito de um possível novo ataque ao Irã, em meio às preocupações de que Teerã esteja avançando em seu programa nuclear.

No início de 2025, Irã e Israel trocaram uma série de ataques, culminando em bombardeios dos Estados Unidos contra instalações nucleares iranianas, seguidos por um cessar-fogo entre Teerã e Jerusalém.

Espera-se que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, se encontrem nos Estados Unidos no final de dezembro. Analistas avaliam que Netanyahu deverá defender uma postura mais dura contra o Irã. Aumentando ainda mais o clima de incerteza, surgiram informações de que os EUA estariam se preparando para deter um terceiro navio-petroleiro próximo à costa da Venezuela, em meio ao agravamento das tensões entre Washington e Caracas.

O governo Trump intensificou a fiscalização sobre a Venezuela, acusando o país de utilizar receitas do petróleo para financiar o tráfico de drogas e a imigração ilegal para os Estados Unidos. Na semana passada, Trump ordenou o bloqueio de navios-petroleiros sancionados que se deslocavam de e para a Venezuela e chegou a mencionar a possibilidade de lançar uma campanha terrestre contra a nação sul-americana.