Trump deixa a decisão sobre cortes de juros nas mãos do presidente do Fed, Kevin Warsh

O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou publicamente que gostaria de ver cortes nas taxas de juros no país, mas ressaltou que a decisão final na reunião de outubro caberá ao novo presidente do Federal Reserve (Fed), Kevin Warsh. Em declarações à imprensa, o chefe da Casa Branca confirmou sua preferência por uma política monetária mais flexível para estimular o crescimento econômico dos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, Trump observou que não pretende exercer pressão direta sobre o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC), concedendo ao presidente do Fed total liberdade para avaliar os riscos macroeconômicos antes da reunião de outono. A declaração merece destaque diante da prática de longa data de Trump de criticar publicamente as autoridades monetárias.

Kevin Warsh assumiu oficialmente o cargo de 17º presidente do Fed, o banco central dos Estados Unidos, em 22 de maio de 2026, substituindo Jerome Powell, cujo mandato terminou em meados de maio. Antes da nomeação, Trump criticava regularmente a postura anterior do Fed e Jerome Powell pessoalmente por se recusarem a reduzir os custos dos empréstimos e por manterem uma política monetária restritiva em meio ao aumento das pressões inflacionárias. O líder norte-americano acusou repetidamente a autoridade monetária de desacelerar artificialmente o ritmo da economia. Muitos analistas interpretaram a nomeação de Warsh como uma tentativa da Casa Branca de redefinir os rumos do banco central. No entanto, durante as audiências de confirmação no Senado, o novo presidente comprometeu-se firmemente a preservar a independência institucional do Fed em relação ao Poder Executivo e a basear suas decisões exclusivamente em dados concretos, e não em demandas políticas do governo.