Depois de subirem aos níveis de antes da pandemia, os preços do petróleo começaram a cair novamente. Um ligeiro aumento nos preços do petróleo bruto causado pela trégua temporária na guerra do preço do ouro negro, a extensão do acordo da OPEP+ e a recuperação econômica global não conseguiram tornar-se uma tendência de longo prazo. Como resultado, o preço do Brent bruto desceu abaixo de $68 por barril na ICE de Londres. Os preços começaram a subir, mas não conseguiram atingir novas altas e não é provável que o façam logo. O acordo da OPEP+ para reduzir a produção de petróleo, que muitos acreditavam ser fútil, inicialmente não tinha chances de tornar-se um sério motivador do preço. Os mercados haviam depositado sua esperança no fato de que a queda seria compensada por uma demanda crescente, em meio à recuperação econômica global. Mas essa esperança não teve futuro e um novo surto da COVID-19 na China foi o motivo do colapso incontrolável no preço. Agora os especialistas preveem a terceira onda da pandemia, que possui diversas etapas. E enquanto que a primeira e segunda ondas já tenham acabado na maioria dos países, a terceira ainda está por vir. A Comissão Europeia já alertou sobre uma possível segunda onda do coronavírus, pedindo que países da UE preparassem-se para tal cenário. Todas as indicações são que a demanda do petróleo continuará caindo junto dos preços. No último mês, o ouro negro caiu quase dez dólares, saindo de suas altas de julho. Os investidores agora estão preocupados, pelo fato da China ter imposto enormes restrições de viagens, enquanto que a Austrália, Japão e Estados Unidos recentemente quebraram recordes no número de pessoas infectadas com a variante delta.