China impõe restrições para reduzir propagação da delta

Enquanto que os outros países estão tentando assegurar as pessoas sobre a necessidade das restrições, o governo da China não se preocupa muito com o que as pessoas locais podem pensar. Beijing faz o que precisa ser feito para impedir a rápida propagação da nova variante delta. Até agora, essa estratégia trouxe excelentes resultados.

Atualmente, a China tem enfrentado a ameaça de uma nova onda da pandemia. Cada vez mais pessoas estão sendo infectadas com a variante delta. Portanto, para não repetir os erros do passado, as autoridades impuseram novamente rígidas restrições. Os serviços de transporte público e de táxi foram reduzidos. A China impôs novas restrições sobre viagens e movimentações pela nação. Ao mesmo tempo, os testes em massa são realizados. Muitos especialistas do mercado estão preocupados com tal reviravolta, já que uma desaceleração econômica na China afetará inevitavelmente a economia global.

De acordo com David Roche, presidente e estrategista global na Independent Strategy, as novas restrições podem ameaçar a recuperação econômica estável, causando percalços. Naturalmente, o cancelamento completo das restrições, nos países economicamente poderosos, apoiará a recuperação. Mas agora, a China não consegue fazer isso, por motivos óbvios. Portanto, as indústrias devem aceitar o fato de que os custos econômicos subirão, não só para empresas chinesas, mas também para as do mundo todo.

As restrições severas ainda são a única e mais eficaz arma na luta contra a pandemia. Caso a situação epidemiológica piore, isso afetará imediatamente a recuperação da economia chinesa. Os mercados locais precisam desesperadamente continuar trabalhando integralmente. Se não, até o meio de agosto ou começo de setembro, a previsão do PIB de 2021 precisará ser revisada. Além disso, um novo lote de restrições na China prejudicará as cadeias de fornecimento globais. Roche tem certeza que isso pode afetar gravemente a economia global. O custo de alguns bens saltará, junto das expectativas da inflação.