Em 20 de setembro, o Tribunal de Justiça da União Europeia disse que a Polônia deve pagar à Comissão Europeia 500.000 euros por cada dia em que continuou a extrair lenhite na mina de Turow. Essa decisão foi tomada em meio a uma mudança para um sistema de energia verde na UE que pressupõe um afastamento do carvão.
Varsóvia já disse que a ordem judicial é uma interferência nas questões de segurança do país e se recusou a pagar as multas. O governo polonês declarou que a UE não pode interferir em assuntos relacionados com a segurança dos estados membros. Isto também inclui questões de energia. Convém notar que cerca de 48% da energia da Polônia vem do carvão negro duro e 17% da lenhite mais macia e poluente, ou lenhite marrom. Outros 25% provêm de várias fontes renováveis e biocombustíveis. Ao mesmo tempo, o país está tentando fechar as minas de carvão sempre que possível. No início de junho, as autoridades polonesas, a pedido da UE, fecharam a usina térmica a carvão de Belchatow.
A decisão do tribunal seguiu um pedido da República Tcheca, que está travando uma disputa com a Polônia sobre a mina a céu aberto de Turow, que fica próxima à fronteira compartilhada. O governo tcheco diz que a mina está drenando as águas subterrâneas das comunidades e causando outros danos ambientais aos cidadãos tchecos.