Os futuros de café arábica eram negociados pouco acima de US$ 2,80 por libra, mantendo-se próximos do nível mais baixo desde julho de 2025, enquanto o sentimento seguia dominado pelas expectativas de forte oferta do Brasil nas próximas temporadas. As condições climáticas favoráveis nas últimas semanas têm sustentado as perspectivas para a safra brasileira de café 2026/27, com chuvas substanciais beneficiando as principais regiões produtoras de arábica. A agência de previsão de safras do Brasil, a Conab, projeta uma safra recorde de 66,2 milhões de sacas em 2026/27. Olhando mais adiante, o mercado também considera a possibilidade de um novo recorde histórico em 2027/28, com a produção potencialmente superando 80 milhões de sacas, partindo da premissa de ausência de geadas severas no próximo inverno e de que não haja retorno da seca entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027.
Pressões adicionais de baixa sobre os preços vêm do lado dos estoques certificados, já que os estoques de arábica na ICE subiram pelo terceiro pregão consecutivo, totalizando 528.028 sacas em 4 de março. Ao mesmo tempo, os traders acompanham de perto o conflito envolvendo o Irã, uma vez que a alta nos preços do petróleo está elevando os custos logísticos globais e pressionando as tarifas de frete marítimo para as exportações de café do Brasil.