Os contratos futuros de açúcar dos EUA subiram para acima de 14,3 centavos por libra, o maior nível desde 9 de fevereiro, impulsionados pela disparada dos preços do petróleo e pelas expectativas de aperto na oferta global. A crise em curso no Oriente Médio tem elevado as cotações do petróleo, melhorando as margens do etanol e alimentando preocupações de que as usinas — especialmente no principal produtor, o Brasil — destinem uma parcela maior da cana-de-açúcar para etanol, reduzindo assim a produção de açúcar.
Reforçando o cenário de alta, uma pesquisa da Reuters em 6 de março projetou que os preços do açúcar encerrarão o ano cerca de 10% acima dos níveis atuais. Analistas preveem uma mudança no balanço do mercado global de um excedente de 1,39 milhão de toneladas em 2025/26 para um déficit de 1,5 milhão de toneladas em 2026/27. Na importante região Centro-Sul do Brasil, a produção para a safra é estimada em 40,38 milhões de toneladas, em linha com o ano anterior, porém com uma parcela menor da cana destinada ao açúcar em vez de ao etanol.