Os futuros do açúcar nos Estados Unidos ampliaram sua queda em direção a 15,2 centavos de dólar por libra, atingindo o menor nível em duas semanas, pressionados em parte pela fraqueza dos preços do petróleo bruto à medida que as tensões geopolíticas diminuíram. Antes disso, as hostilidades no Oriente Médio haviam levado as cotações do açúcar a máximas de quase seis meses, ao provocar uma forte interrupção do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, um corredor crucial tanto para o envio de açúcar bruto a refinarias da região quanto para as exportações de açúcar branco.
Entretanto, a oferta global abundante — especialmente proveniente do Brasil — continua a limitar a alta dos preços. Em 27 de março, a Unica informou que a produção acumulada de açúcar na região Centro-Sul do Brasil para a safra 2025/26 aumentou 0,7% em relação ao ano anterior, alcançando 40,25 milhões de toneladas. A proporção da cana-de-açúcar direcionada à produção de açúcar também cresceu, chegando a 50,61%, acima dos 48,08% registrados na temporada anterior.
Ao mesmo tempo, a Czarnikow elevou sua projeção para a produção global de açúcar na temporada 2025/26 em 100.000 toneladas, para 184,5 milhões de toneladas métricas — o segundo maior nível já registrado — mesmo após revisar para baixo sua estimativa para a produção da Índia.