O Ibovespa caiu 1,45% na quinta-feira, encerrando aos 182.733 pontos, à medida que a inflação de meio de mês acima do esperado e o agravamento das tensões geopolíticas aumentaram a aversão ao risco. O sentimento piorou depois que o IPCA-15 registrou alta de 0,44% em março, puxada por um salto de 5,94% nas passagens aéreas e pela continuidade das pressões de alimentos e despesas pessoais.
Esses fatores domésticos foram agravados por uma alta de 5% nos preços do Brent, após o presidente Trump alertar o Irã para “ficar sério antes que seja tarde demais”, o que frustrou expectativas anteriores de um acordo de paz. O movimento do petróleo alimentou temores de estagflação e elevou os rendimentos dos Treasuries, pressionando os ativos de risco de forma generalizada.
Os grandes bancos sofreram forte pressão vendedora: Banco do Brasil recuou 3,8%, Banco Santander caiu 1,8%, e Itaúsa e Bradesco perderam ambos mais de 1%. Ações defensivas e do setor de consumo também tiveram desempenho fraco, com Sabesp em queda de 2,7% e Natura recuando 5,1%.
Em contrapartida, Petrobras avançou 2,4%, apoiada pelos preços mais altos do petróleo, enquanto Americanas disparou 15,3% após desdobramentos em seu processo de recuperação judicial.