O peso mexicano se fortaleceu além do nível de 17,8, apoiado por uma correção mais ampla do dólar americano após uma proposta de cessar-fogo de 45 dias no Oriente Médio mediada pelo Paquistão. Esse desdobramento melhorou o apetite por risco, à medida que os investidores passaram a antecipar uma possível trégua e a reabertura do Estreito de Ormuz, o que reduziria o risco de um choque sistêmico nos preços de energia. As elevadas taxas de juros domésticas também continuam a sustentar o peso, com o Banxico devendo manter uma postura de política monetária restritiva. De acordo com a última pesquisa do Banxico, a inflação deve encerrar 2026 acima da meta, em torno de 4%. A recente valorização da moeda ocorreu na esteira de uma guinada dovish do Banco de México, que retomou o ciclo de afrouxamento com um corte de 25 pontos-base, para 6,75%, em uma decisão dividida. O banco central também sinalizou a possibilidade de mais um corte, em meio ao aumento das preocupações com a desaceleração da atividade econômica e as expectativas de um maior diferencial de juros. A atenção do mercado agora se volta para o prazo-limite desta terça-feira do Presidente Trump em relação a possíveis ataques contra a infraestrutura iraniana.