Os contratos futuros de açúcar nos EUA recuaram para cerca de 14 centavos de dólar por libra, o menor nível desde meados de março, pressionados pelo aumento da produção nos principais países produtores, Índia e Brasil. O Secretário de Alimentos da Índia afirmou que o governo não tem planos de proibir as exportações de açúcar neste ano, aliviando temores do mercado de que uma parcela maior da produção pudesse ser desviada para etanol e reforçando as expectativas de oferta abundante. Dados recentes também mostraram que a produção de açúcar da Índia aumentou 9% entre outubro e março do ano-safra 2025/26, atingindo 27,12 milhões de toneladas.
No Brasil, a produção de açúcar na região Centro-Sul aumentou 0,7% na safra 2025/26, para 40,25 milhões de toneladas, apoiada por uma fatia maior da cana-de-açúcar sendo destinada à fabricação de açúcar em vez de etanol. O arrefecimento das tensões geopolíticas adicionou pressão adicional de baixa sobre os preços: o anúncio de um cessar-fogo de duas semanas no Oriente Médio e a expectativa de reabertura do Estreito de Ormuz derrubaram significativamente os preços do petróleo, reduzindo o incentivo para que os produtores destinem mais cana-de-açúcar à produção de etanol.