Os preços do ouro reduziram os ganhos registrados mais cedo, mas permaneceram em território positivo nesta quarta-feira, mantendo-se acima de US$ 4.700 por onça, enquanto os traders continuaram avaliando os desdobramentos no Oriente Médio e suas implicações para o cenário econômico e monetário. Os Estados Unidos e o Irã concordaram com um cessar-fogo temporário de duas semanas que inclui a reabertura do Estreito de Ormuz e a suspensão dos ataques militares dos EUA. Em resposta, os preços do petróleo despencaram, o dólar americano enfraqueceu e os rendimentos dos títulos recuaram, fatores que, em conjunto, sustentaram a demanda por ouro.
Mesmo assim, alguns investidores decidiram realizar lucros à medida que o apetite por risco retornava aos mercados acionários globais. Ao mesmo tempo, a cautela persistiu em meio a relatos de ataques aéreos localizados na região, ressaltando a fragilidade da trégua intermediada pelo Paquistão. Paralelamente, a ata da reunião de março do FOMC indicou que os formuladores de política monetária estavam preocupados com a possibilidade de que a continuidade das hostilidades no Oriente Médio alimentasse uma inflação persistente e, potencialmente, exigisse novas altas de juros, ainda que tenham mantido a projeção de apenas um corte de juros neste ano.