O real brasileiro recuou para mais de 5,23 por dólar americano após atingir anteriormente seu ponto mais forte desde maio de 2024. Esta mudança ocorre em meio a uma estabilização do dólar e uma retração geral nas moedas de mercados emergentes, levando os investidores a realizar lucros após ganhos significativos nas moedas. A diminuição do apetite global por risco e a realocação de portfólios de volta para dólares reduziram ainda mais a demanda por moedas estrangeiras de mercados emergentes, impactando assim o valor do real. No âmbito doméstico, a decisão do Banco Central do Brasil (Copom) de manter a taxa Selic em um rigoroso nível de 15%—um patamar historicamente alto—serve como um fator de estabilização, indicando que qualquer possível relaxamento será cauteloso e dependente de dados. Esse posicionamento garante um dos mais amplos diferenciais de rendimento real entre mercados emergentes, reforçando o investimento estrangeiro em ativos brasileiros tanto para fins de carry quanto de duration. Esse suporte é ainda mais sustentado por condições favoráveis de comércio e uma demanda consistente por títulos de renda fixa locais. No entanto, incertezas fiscais e políticas contínuas continuam a elevar os prêmios de risco até certo ponto, levando os investidores a proteger suas posições.