O índice Ibovespa caiu 0,8%, fechando a 183.134 pontos na quinta-feira. Essa queda foi impulsionada por uma grande venda de ações nos Estados Unidos, o que provocou um movimento global de aversão aos ativos de maior risco, ofuscando o sentimento positivo anteriormente observado nos mercados domésticos. A forte queda nos índices de ações em Nova York, em particular no setor de tecnologia, pressionou os mercados globais para baixo. Isso, por sua vez, fortaleceu o dólar em relação ao real brasileiro e levou a um aumento nas taxas de DI de longo prazo, que são especialmente suscetíveis a influências externas. As ações de bancos, que inicialmente registraram ganhos, inverteram sua trajetória, e as small caps ficaram para trás devido à diminuição do apetite por risco. Mais cedo no dia, o Ibovespa atingiu níveis recordes acima de 186.000 pontos, impulsionado pelo otimismo gerado por sinais do Banco Central de que um ciclo de cortes na taxa Selic poderia começar em março—uma indicação que momentaneamente reduziu as expectativas de taxas de juros e fortaleceu as ações de bancos e commodities. No entanto, esses sinais monetários domésticos encorajadores foram ofuscados pela queda externa a meio do pregão, destacando a vulnerabilidade do mercado às dinâmicas de risco globais.