Na sexta-feira, o índice Ibovespa do Brasil registrou uma queda de 0,5%, fechando em 164.800 pontos, à medida que os futuros de taxa de juros dispararam após resultados mais fortes do que o esperado no relatório IBC-Br. O IBC-Br teve um aumento de 0,7% em novembro, superando a previsão de 0,3% e marcando o crescimento mensal mais significativo desde março. Este resultado evidencia a força econômica persistente, destacada por taxas de desemprego em níveis recorde de baixa, fortes números do Índice de Gerentes de Compras (PMI) e um ressurgimento na atividade de varejo, todos fatores que reduzem a urgência de flexibilização da política econômica. Esses fatores impactaram negativamente as ações cíclicas domésticas, com fraqueza particular nos setores de varejo e bancário. As ações da Assaí, Itaú e Bradesco caíram mais de 1% cada. No geral, as perdas generalizadas resultaram em uma ligeira queda no índice, enquanto os mercados processavam as perspectivas de um crescimento contínuo forte junto a um cenário de política ainda rigoroso, antecedendo a reunião do Banco Central agendada para os dias 27 a 28 de janeiro.