O real brasileiro depreciou para aproximadamente 5,4 em relação ao dólar americano após um breve período de fortalecimento no início desta semana. Essa queda é atribuída à robustez do dólar americano, juntamente com as crescentes incertezas políticas no Brasil, que ofuscam as oportunidades atraentes de carry trade do país. Segundo uma pesquisa recente da Genial Quaest, o presidente Lula está marcadamente à frente tanto nos cenários de eleição inicial quanto nos de segundo turno. Isso reacendeu preocupações em relação à disciplina fiscal, à estabilidade das políticas e ao aumento da intervenção estatal com a aproximação do período eleitoral. Paralelamente, o dólar americano continua bem sustentado devido a indicadores econômicos fortes, como um aumento notável nas vendas no varejo em novembro e números estáveis do núcleo do Índice de Preços ao Produtor (PPI). Esses dados reforçam a expectativa de que o Federal Reserve manterá as taxas de juros atuais na próxima reunião, possivelmente adiando qualquer medida de flexibilização. Apesar das políticas monetárias rigorosas do Brasil e de um diferencial de taxas de juros significativo, a comunicação mista, porém cautelosa, do Fed ajudou a estabilizar os rendimentos dos EUA, restringindo assim o potencial de apreciação significativa do real brasileiro.