O Ibovespa recuou 0,8% na sexta-feira, encerrando aos 169.019 pontos, à medida que a alta nos rendimentos dos títulos, a redução das expectativas de afrouxamento monetário e o acirramento das tensões no Oriente Médio pesaram sobre o apetite por risco. O Hezbollah, apoiado pelo Irã, rejeitou uma nova proposta de cessar-fogo para o Líbano, enquanto Israel afirmou que não retirará suas tropas, minando os esforços diplomáticos dos Estados Unidos junto ao Irã.
Ao mesmo tempo, dados de payroll dos EUA mais fortes do que o esperado impulsionaram os rendimentos dos Treasuries e reforçaram a visão de que o Federal Reserve pode manter os juros elevados por mais tempo. Esse cenário ampliou os ganhos nos contratos futuros de juros no Brasil. O UBS também adotou uma postura mais cautelosa em relação aos ativos brasileiros, à medida que diminuiu a probabilidade de cortes agressivos da Selic, citando atividade doméstica mais forte, preços de petróleo mais altos ligados à crise com o Irã e pressões inflacionárias persistentes.
No front corporativo, o Banco do Brasil caiu 1,8%, enquanto a operadora de bolsa B3 recuou 0,7%. A Vale recuou 3,8% em meio à queda nos preços do minério de ferro, e a Petrobras cedeu 0,9%, em linha com o movimento de correção nos principais benchmarks internacionais de petróleo.