Real Brasileiro se Recupera para Máximas do Início de Dezembro

O real brasileiro apreciou-se além de 5,33 por dólar americano, revertendo sua queda anterior em direção às mínimas mensais e marcando sua posição mais forte desde o início de dezembro. Essa mudança ocorre à medida que os mercados globais se afastam dos ativos dos EUA em favor de opções de mercados emergentes com maior rendimento. Essa tendência é indicativa de um padrão mais amplo visto em mercados emergentes, onde a aversão inicial ao risco—motivada por manchetes—pressiona momentaneamente as moedas antes que os fluxos de investimento retomem seu suporte. Preocupações com tensões entre os EUA e a Europa em relação à Groenlândia contribuíram para a falta de confiança em ativos americanos, resultando em um dólar mais fraco e aumento da demanda por alternativas. No cenário doméstico, o real brasileiro continua a atrair investimentos estrangeiros, embora uma recente redução nas leituras de inflação tenha momentaneamente gerado expectativas de cortes na taxa Selic. Embora a tendência de desinflação tenha reduzido um pouco a atratividade do Brasil em termos de carry trade, o diferencial de rendimento permanece suficientemente convincente para manter o interesse em ativos denominados em real. Além disso, o ruído eleitoral e a liquidação extrajudicial do Will Financeira pelo Banco Central tiveram, até agora, efeito negligenciável.