Madeira cai para mínima de 1 mês

Os contratos futuros de madeira serrada recuaram para cerca de US$ 580 por mil pés-tablares, mínima de um mês, à medida que os juros elevados e o enfraquecimento da construção de moradias reduziram a demanda mais rapidamente do que as serrarias conseguiram reduzir a produção. A queda foi impulsionada por um tombo de 14,2% nos inícios de construção de casas unifamiliares e por uma redução de 5,4% nas emissões de alvarás de construção, sinalizando um arrefecimento abrupto da atividade típica de construção na primavera.

Do lado da oferta, o fechamento contínuo de serrarias removeu 1,3 bilhão de pés-tablares de capacidade, e as tarifas dos EUA sobre as importações de madeira do Canadá permanecem em 45%. Ainda assim, essas restrições não foram suficientes para sustentar os preços diante de uma forte retração dos compradores. A recente alta das taxas hipotecárias para 6,46% conteve o fluxo de interessados e deixou as construtoras com um aumento de 2,4% nos estoques de imóveis não vendidos, levando a reduções imediatas de preços para desovar o estoque.

Adicionando mais pressão, o anúncio em 2 de abril de C$ 2,1 bilhões em subsídios à indústria florestal canadense reforçou as expectativas de maior oferta futura de madeira, compensando as preocupações com possíveis interrupções de embarques pelo Estreito de Ormuz.