Os contratos futuros de algodão estavam sendo negociados em torno de 80 centavos por libra-peso, o nível mais alto desde maio de 2024, impulsionados principalmente pelo forte movimento especulativo de compra e pelo aumento das preocupações com o aperto da oferta. Nos Estados Unidos, as perspectivas para a colheita continuam sob pressão devido a uma seca severa no Texas — potencialmente a pior em uma ou duas décadas —, com apenas 11% da safra plantada até o momento.
Ao mesmo tempo, o Brasil vem consolidando sua posição no comércio global de algodão, registrando um volume recorde de exportações em março e rompendo com o padrão usual de embarques concentrados para o final do ano.
Os preços também estão sendo influenciados por tensões geopolíticas, que continuam a prejudicar rotas marítimas essenciais e a elevar os custos de frete e seguro. Embora as novas perspectivas de negociações entre os EUA e o Irã tenham contribuído para alguma trégua nos preços do petróleo, as tensões no Oriente Médio persistem, e os riscos contínuos em torno do Estreito de Hormuz estão aumentando a volatilidade geral do mercado.