Em abril de 2026, o Banco Central do Chile decidiu por unanimidade manter sua taxa de política monetária inalterada em 4,5%, citando a persistente incerteza global decorrente do conflito em curso no Oriente Médio. Embora os contratos futuros de petróleo ainda apontem para alguma acomodação à frente, permanece o risco de que os preços de energia e de outras commodities continuem elevados, sustentando pressões altistas sobre a inflação. Ainda assim, as condições financeiras globais melhoraram em alguma medida, com a recuperação dos mercados acionários, o fortalecimento das moedas e a alta dos preços do cobre para cerca de US$ 6 por libra — acima das projeções anteriores.
No front doméstico, a atividade econômica enfraqueceu. O PIB não minerador recuou 0,3% na comparação anual em fevereiro, refletindo em grande parte choques do lado da oferta. O consumo das famílias permaneceu em linhas gerais estável, mas o investimento desacelerou mais do que o previsto. As condições do mercado de trabalho apresentaram pouca mudança em termos gerais: o desemprego ficou estável e a criação de postos de trabalho foi limitada.
A inflação ficou um pouco acima das projeções do Banco Central, com a inflação cheia em 2,8% e a inflação subjacente em 3,4%. As expectativas de inflação de curto prazo avançaram ligeiramente, mas as expectativas de médio prazo seguem firmemente ancoradas em torno da meta de 3%. Diante desse cenário, o Banco Central reiterou que sua orientação de política monetária continuará cautelosa e guiada pelas informações que vierem a ser divulgadas.