Óleo de aquecimento dispara mais de 13%

Os contratos futuros de óleo de aquecimento nos EUA saltaram mais de 13%, para US$ 3,75 por galão nesta quarta-feira, o nível mais alto em mais de um mês, em meio à escalada dos riscos de oferta. As tensões se intensificaram depois que a Guarda Revolucionária do Irã atacou um petroleiro que transitava pelo Estreito de Ormuz, desencadeando uma série de ataques retaliatórios entre o Irã e os Estados Unidos. Em resposta, o presidente Trump declarou nulo o cessar-fogo existente, após relatos de que diversos petroleiros haviam retornado do importante ponto de estrangulamento do transporte marítimo.

A disparada dos preços do petróleo bruto foi amplificada pelo alargamento dos crack spreads para combustíveis destilados, já que a capacidade de refino limitada obrigou as empresas de energia a elevar os preços no atacado. Somando-se à pressão, a principal fornecedora de diesel, a Rússia, anunciou que suspenderá as exportações e se tornará importadora líquida, com os custos mais altos do petróleo bruto agravando o impacto de repetidos ataques ucranianos às suas maiores refinarias.

Os preços do óleo de aquecimento haviam caído acentuadamente após atingirem o recorde de US$ 4,70 por galão no fim de março, mas desde então se recuperaram e agora são negociados a mais de 40% acima dos níveis anteriores ao conflito.