Os futuros de alumínio no Reino Unido eram negociados em torno de US$ 3.150, mantendo a maior parte da recuperação em relação à mínima de quatro meses de US$ 3.085 registrada no início de julho, em meio a novas ameaças à oferta. O presidente dos EUA, Trump, anunciou que restabeleceria um bloqueio a embarcações comerciais que passam pelo Estreito de Ormuz após uma troca de ataques com o Irã, frustrando as expectativas de que a oferta vinda dessa região-chave se normalizaria em breve. Antes do conflito, as exportações dos países do GCC respondiam por cerca de 9% do consumo global de alumínio.
Ao mesmo tempo, o salto nos preços do gás natural, impulsionado por escassez no Oriente Médio, elevou os custos operacionais das fundições de alumínio intensivas em energia na Europa e na Ásia. Essas pressões coincidiram com o limite de produção de 45 milhões de toneladas da China, que vem se tornando cada vez mais restritivo neste ano. Como resultado, os estoques de alumínio primário na LME caíram 43% desde o início do ano, para 285.000 toneladas. A gigante do setor Macquarie também projetou um déficit global de alumínio de aproximadamente 930.000 toneladas.