Os contratos futuros de zinco pairavam em torno de US$ 3.560 por tonelada, perto de uma máxima de quatro anos, à medida que relatos de um incêndio em uma unidade de ácido sulfúrico em uma fundição de zinco na Coreia do Sul intensificaram as preocupações com a oferta. O incidente ocorre após uma série de interrupções em importantes instalações: a operação Kazzinc da Glencore, no Cazaquistão, continua operando com capacidade reduzida após uma explosão; a fundição Cajamarquilla da Nexa, no Peru, está retomando as atividades gradualmente após danos causados por incêndio; e permanece a incerteza sobre a produção na mina Garpenberg, da Boliden, após atividade sísmica registrada no início do ano.
Os preços também têm sido sustentados pela melhora nos dados de manufatura da China, da Europa e dos Estados Unidos, que apontam para uma atividade industrial resiliente apesar dos custos elevados de insumos. Ainda assim, o quadro mais amplo de oferta e demanda continua misto. A produção chinesa de zinco refinado aumentou 9,4% em termos anuais em maio, enquanto os estoques na Shanghai Futures Exchange subiram 0,6%, sinalizando condições de oferta relativamente estáveis. Ao mesmo tempo, a retomada das tensões no Oriente Médio adicionou uma camada de incerteza às perspectivas de demanda por commodities industriais.