Os rendimentos dos gilts britânicos a 10 anos recuaram novamente para abaixo de 5%, embora tenham permanecido próximos das máximas de dois meses, após a queda dos rendimentos dos Treasuries dos EUA, na sequência de dados de inflação norte-americana mais fracos do que o esperado, que reduziram as expectativas de novos aumentos das taxas de juro da Federal Reserve este ano. Ao mesmo tempo, a escalada das tensões no Médio Oriente alimentou receios de que preços de energia mais elevados possam reacender a inflação e forçar novas subidas das taxas de juro, levando os mercados a aumentarem as apostas em mais aperto por parte do Bank of England. Os investidores agora praticamente antecipam por completo dois aumentos de juros em 2026, com uma subida em setembro já totalmente refletida nos preços.
Os mercados também estão a prestar cada vez mais atenção à política britânica, uma vez que Andy Burnham deverá substituir Keir Starmer como primeiro-ministro em 20 de julho. As atenções concentram-se especialmente na sua escolha para o cargo de chancellor, com Ed Miliband — amplamente visto como inclinado para uma política orçamental mais expansionista — a surgir como o principal candidato. Essa perspetiva tem deixado os investidores em gilts inquietos, numa altura em que já se mostram sensíveis às vulnerabilidades fiscais percebidas do Reino Unido.