Inflação Mensal da Argentina Diminui em Junho

O índice de preços ao consumidor da Argentina subiu 1,9% em termos mensais em junho de 2026, desacelerando em relação aos 2,1% de maio e em linha com as expectativas do mercado. Os preços sazonais avançaram 3,4%, impulsionados pelo encarecimento de legumes e dos serviços de turismo — como passagens aéreas, hotéis e pacotes de viagem —, parcialmente compensado pela queda nos preços das frutas. Os preços regulados aumentaram 2,3%, refletindo principalmente os reajustes nas tarifas de eletricidade e no transporte público.

Entre as principais categorias, a maior alta mensal foi registrada em recreação e cultura, com avanço de 4,2%, puxado pelo aumento nos preços dos pacotes de viagem, seguida por habitação, água, eletricidade, gás e outros combustíveis, que subiram 3,3%. Na outra ponta, comunicações (0,9%) e vestuário e calçados (0,4%) tiveram as menores variações. A inflação subjacente ficou em 1,6%, sustentada pelos maiores preços de pão e cereais, medicamentos e aluguéis residenciais. Em termos anuais, os preços ao consumidor aumentaram 33,5%.