Inflação anual da Argentina recua marginalmente em junho, mas segue acima de 30%

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor (CPI) na Argentina registrou leve alívio em junho de 2026, mantendo-se, porém, em patamar extremamente elevado. No comparativo ano a ano, o indicador desacelerou para 33,5% em junho, ante 33,6% em maio de 2026.

Os dados, atualizados em 14 de julho de 2026, mostram uma variação praticamente estável na inflação anual, sugerindo que, embora haja uma discreta tendência de desaceleração, as pressões inflacionárias permanecem fortes na economia argentina. O resultado de junho representa uma comparação da inflação do mês com o mesmo período do ano anterior, assim como o dado de maio, permitindo avaliar o comportamento de preços em horizonte de 12 meses.

A diferença de apenas 0,1 ponto percentual entre maio e junho indica que o processo de desinflação ainda é incipiente. Para investidores e formuladores de política econômica, a manutenção da inflação acima de 30% continua sendo um sinal de alerta sobre o ambiente macroeconômico do país, exigindo atenção quanto à condução da política monetária e ao impacto sobre consumo, crédito e expectativas do mercado.