O Ibovespa despencou 2,5%, para 180.466 pontos, nesta quinta-feira, à medida que a escalada das tensões geopolíticas no Oriente Médio e o ressurgimento dos temores com a inflação doméstica persistentemente elevada desencadearam uma forte onda de venda nas ações brasileiras. A maior aversão ao risco global, alimentada por preocupações com possíveis rupturas nas cadeias de suprimentos, pressionou as taxas domésticas para cima e levou investidores a desmontar posições sensíveis a juros e expostas ao ciclo econômico.
As ações dos setores industrial e de materiais estiveram entre as mais penalizadas. Embraer recuou 5,7%, enquanto Companhia Siderúrgica Nacional caiu 6,1%, à medida que o mercado passou a precificar uma demanda externa mais fraca. Os grandes bancos também sofreram pressão, com Banco do Brasil e Banco Santander Brasil perdendo mais de 3% cada, em meio ao agravamento das perspectivas para a expansão do crédito diante da alta nos custos de financiamento.
Nem mesmo as blue chips de commodities ficaram de fora. Vale recuou 3,4%, com investidores reduzindo exposição a nomes cíclicos em meio ao movimento de correção. Em contraste, Braskem se destacou como um dos poucos pontos positivos, disparando 16,9% na contramão do restante do mercado.