O dólar neozelandês pairava em torno de US$ 0,59 na sexta-feira, consolidando-se após um ganho de 1,3% na sessão anterior, impulsionado por uma forte correção do dólar americano. O enfraquecimento da moeda norte‑americana ocorreu em meio a relatos de intervenção japonesa nos mercados cambiais e a dados que ressaltaram a resiliência da economia dos EUA.
Ainda se espera um aperto da política monetária pelo Reserve Bank of New Zealand. No entanto, o mercado reduziu a probabilidade de uma alta de juros em maio para abaixo de 30%, de mais de 60% no início da semana, depois que a presidente Anna Breman observou que as medidas de inflação subjacente do primeiro trimestre permaneceram estáveis dentro da meta de 1% a 3% do banco central. Um aumento de juros em julho, porém, já está totalmente precificado.
Os ganhos do kiwi têm sido limitados por indicadores domésticos fracos, com a confiança do consumidor e a confiança empresarial caindo para as mínimas em vários anos. As tensões geopolíticas também aumentaram a cautela dos investidores, já que o presidente Trump manteve um bloqueio naval aos portos iranianos até que um acordo nuclear seja alcançado. Apesar desses ventos contrários, o dólar neozelandês avançou 2,8% em abril, interrompendo dois meses consecutivos de quedas.