O Banco de Moçambique manteve a sua principal taxa diretora inalterada em 9,25% em março de 2026, preservando-a no nível mais baixo desde dezembro de 2015 e interrompendo temporariamente o ciclo de afrouxamento monetário iniciado em 2024. A decisão reflete o aumento das preocupações externas em relação às expectativas de inflação, impulsionadas pelo conflito no Médio Oriente, bem como a incerteza interna em torno da produção e das cadeias de abastecimento após os danos causados pelas inundações no início do ano. A inflação homóloga subiu para 3,2% em fevereiro, acima do pouco mais de uma mínima de um ano de 3,04% registada em janeiro. A economia cresceu 4,7% no último trimestre de 2025, recuperando de uma contração de 0,9% e sinalizando uma melhoria no desempenho económico. Ainda assim, as perspetivas de crescimento enfraqueceram, prevendo-se que a atividade aumente apenas de forma lenta e gradual. Ao mesmo tempo, a dívida pública interna continua a deteriorar-se, pressionando os mercados financeiros, uma vez que os atrasos persistentes do Estado no serviço da dívida pública interna enfraquecem a procura por obrigações do governo e contribuem para a rigidez das taxas interbancárias.