O Banco Central do Paraguai manteve a sua taxa de juro de referência inalterada em 5,50% na reunião de junho de 2026. Os formuladores de política monetária observaram que a atividade econômica continua resiliente, com o IMAEP crescendo 3,4% em termos anuais em abril e o ECN avançando 3,0%. A inflação anual cheia ficou em 2,4%, enquanto a inflação subjacente foi de 1,1%, ambas abaixo da meta de 3,5% do banco central.
No cenário externo, as autoridades destacaram dados do mercado de trabalho mais fortes do que o esperado nos Estados Unidos e uma aceleração da inflação naquele país, com a inflação cheia atingindo 4,2% em maio. O Federal Reserve dos EUA manteve a sua taxa básica de juros na faixa de 3,50%–3,75%, embora os mercados continuem a antecipar um aperto adicional. Ao mesmo tempo, o preço do petróleo Brent caiu abaixo de US$ 80 por barril, à medida que as tensões geopolíticas diminuíram após um acordo provisório entre os EUA e o Irã e a reabertura do Estreito de Ormuz. Os preços da soja, do milho e do trigo também recuaram.
A decisão de manter as taxas inalteradas indica que o Banco Central do Paraguai continua a considerar a sua atual orientação de política monetária como neutra, buscando equilibrar um crescimento econômico sólido com uma inflação moderada.