O petróleo bruto disparou mais de 6% nesta quinta-feira, superando US$ 92 por barril, estendendo a sua sequência de ganhos pelo quinto pregão consecutivo e atingindo o nível mais alto desde o início de junho. A mais recente disparada ocorreu em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, que intensificou os temores de interrupções na oferta global.
O presidente dos EUA, Trump, advertiu que os Estados Unidos responsabilizariam o Irã por quaisquer futuros ataques dos houthis contra navios comerciais no Mar Vermelho, ameaçando Teerã e o grupo baseado no Iêmen com uma “punição militar de grande intensidade”. Ele também afirmou que está “considerando um ataque maciço” ao Irã. Seus comentários vieram após ataques dos houthis a dois petroleiros sauditas no Mar Vermelho, que o grupo alegou terem como objetivo impor um bloqueio recém-declarado aos portos da Arábia Saudita.
Os preços do petróleo agora acumulam alta de mais de 30% em relação aos níveis pré-conflito registrados no início deste mês. As preocupações com a oferta foram ainda mais agravadas pela decisão do Cazaquistão de interromper as exportações de petróleo bruto por meio do terminal do Caspian Pipeline Consortium após ataques de drones, apertando ainda mais as projeções para o mercado.