O superávit comercial do Brasil aumentou 23,8% em relação ao ano anterior, alcançando US$ 7,39 bilhões em agosto de 2026, acima das expectativas de mercado, que eram de US$ 7,14 bilhões. As exportações cresceram 12,2%, para US$ 33,16 bilhões, impulsionadas por uma alta de 11,4% nos embarques de produtos agrícolas, um aumento de 16,4% nas exportações das indústrias extrativas e um avanço de 10,2% nos bens manufaturados.
Do lado das exportações, o crescimento foi liderado pelo aumento das vendas externas de animais vivos, café não torrado e soja na agricultura; minérios e concentrados de cobre, minérios e concentrados de níquel e petróleo bruto nas indústrias extrativas; e carne de frango, farelo de soja e outros alimentos para animais, além de óleos combustíveis, na indústria de transformação.
As importações aumentaram 9,2%, atingindo US$ 25,76 bilhões. As importações de produtos agrícolas avançaram 7,4%, enquanto as de produtos manufaturados cresceram 13,4%. Em contraste, as importações das indústrias extrativas recuaram 41,3%.
Por parceiro comercial, o intercâmbio do Brasil com a União Europeia foi particularmente robusto, com as exportações para o bloco disparando 46,4%. No entanto, o superávit comercial com a China e a Argentina se estreitou, e o comércio com os Estados Unidos resultou em déficit.