O Brent ultrapassou US$ 102 por barril na quinta-feira, o nível mais alto em mais de três meses e quase 15% acima do registrado no início de setembro, à medida que a escalada de ataques entre o Irã e os Estados Unidos restringe ainda mais a oferta vinda dessa região-chave produtora. Teerã sinalizou que não recuará de um bloqueio militar, enquanto os EUA lançaram ataques contra uma série de petroleiros iranianos próximos à Ilha de Kharg, onde se localiza infraestrutura energética crítica.
O agravamento da situação no Oriente Médio reduziu as expectativas de que a oferta regional possa voltar ao normal justamente quando as economias asiáticas estão sendo forçadas a retornar ao mercado de energia. A China importou 8,93 milhões de barris por dia de petróleo bruto em agosto, um aumento de 6,2% em relação a julho, após meses se valendo de estoques domésticos desde o início do conflito, o que havia ajudado a blindar a economia global de uma crise energética mais severa provocada pelos bloqueios de petroleiros no Golfo Pérsico. Os estoques dos EUA também se reduziram, com a Strategic Petroleum Reserve rondando mínimas históricas.