Com o avanço da inteligência artificial, muitas áreas da atividade humana podem mudar. De certa forma, a IA é o novo super-herói do século XXI. Reconhecidos mundialmente, os super-heróis nasceram na Era de Ouro dos quadrinhos e evoluíram de simples desenhos para franquias bilionárias. Suas imagens refletem mudanças sociais, desde o patriotismo em tempos de guerra, lutas por identidade e até mesmo a salvação de uma era.
Superman – Símbolo de esperança em uma armadura de aço
Criado por Jerry Siegel e Joe Shuster em 1938 para a Action Comics, o Super-Homem tornou-se o primeiro super-herói propriamente dito. Sua imagem encarnava o sonho americano dos imigrantes. No cinema, o personagem teve início nas séries dos anos 1940, mas alcançou fama mundial em 1978 com o filme Superman, de Richard Donner, que arrecadou US$ 300 milhões. Sucessos modernos como Homem de Aço (2013) reiniciaram o mito, acrescentando um tom mais sombrio. Teorias de fãs chegam a traçar paralelos entre o Super-Homem e Cristo. O próximo filme dirigido por James Gunn, previsto para 2025, promete uma nova abordagem do personagem.
Batman – Cavaleiro negro com máscara da vingança
Bob Kane e Bill Finger criaram o Batman para a Detective Comics em 1939 como um vingador sombrio. O personagem evoluiu de um herói cômico na década de 1960 para um anti-herói psicologicamente complexo nos quadrinhos de Frank Miller. A trajetória cinematográfica ganhou força com a série de TV estrelada por Adam West, mas a verdadeira virada ocorreu com Batman (1989), de Tim Burton, que arrecadou US$ 411 milhões. A trilogia de Christopher Nolan, protagonizada por Christian Bale, elevou o patamar da franquia, somando mais de US$ 2 bilhões em bilheteria, enquanto The Batman (2022), de Matt Reeves, incorporou ainda mais elementos noir à narrativa.
Mulher-Gato – Ladra graciosa ou feminista determinada?
Ao falar sobre o Batman, é indispensável mencionar também a Mulher-Gato, a anti-heroína que transita entre o crime e a justiça. A personagem Selina Kyle foi criada por Bob Kane e Bill Finger em 1940. Desde então, evoluiu de uma femme fatale para uma figura feminina complexa, frequentemente associada a leituras feministas, refletindo temas de independência e ambiguidade moral. A Mulher-Gato fez sua estreia nas telas na série televisiva dos anos 1960. Entre as interpretações mais icônicas estão Michelle Pfeiffer em O Retorno (1992), de Tim Burton, e Zoë Kravitz em The Batman (2022), de Matt Reeves, ambos filmes de grande sucesso comercial.
Mulher maravilha – Amazona da força e da igualdade
William Moulton Marston criou a Mulher-Maravilha em 1941 para a All Star Comics, inspirado pelo feminismo e pelo movimento sufragista. A personagem evoluiu de uma guerreira da Segunda Guerra Mundial para um ícone do empoderamento feminino. Sua trajetória nas telas começou com uma série televisiva na década de 1970, mas o verdadeiro marco cinematográfico ocorreu em 2017 com Mulher-Maravilha, de Patty Jenkins, que arrecadou US$ 822 milhões. A sequência, Mulher-Maravilha 1984 (2020), acrescentou uma nova atmosfera à narrativa. Fãs frequentemente comparam a personagem à deusa grega Diana, associada à força e ao espírito guerreiro na mitologia antiga.
Homem de Ferro – Gênio em armadura de inovação
Stan Lee, Larry Lieber, Don Heck e Jack Kirby criaram o Homem de Ferro em 1963, na revista Tales of Suspense, apresentando Tony Stark como um bilionário que renasce após uma crise. O personagem evoluiu de uma figura abertamente anticomunista para um tecnólogo humanista, marcado por conflitos éticos e pela luta contra o vício. Sua trajetória cinematográfica começou em 2008 com Homem de Ferro, de Jon Favreau, que arrecadou US$ 585 milhões. A trilogia somou cerca de US$ 2 bilhões em bilheteria, culminando em Vingadores: Ultimato (2019). Curiosamente, uma teoria popular entre fãs sugere que a consciência de Tony Stark teria renascido como uma inteligência artificial após sua morte.
Capitão América – Escudo do patriotismo nas tempestades do tempo
Joe Simon e Jack Kirby criaram o Capitão América em 1941 para a Captain America Comics. Steve Rogers tornou-se um símbolo da luta contra o nazismo e, ao longo das décadas, evoluiu de herói de guerra para um personagem crítico das ações do próprio governo dos Estados Unidos. No cinema, o Capitão América apareceu inicialmente em séries da década de 1940, mas o grande sucesso veio com Capitão América: O Primeiro Vingador (2011), que arrecadou US$ 370 milhões. A trilogia do MCU, tendo Guerra Civil como seu ponto alto, ultrapassou US$ 2 bilhões em bilheteria. Entre os fãs, há especulações de que o Steve Rogers idoso possa retornar em Guerras Secretas como um guerreiro de múltiplas dimensões.