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FX.co ★ GBP/USD. Crescimento fraco do PIB britânico, variante delta e expectativas da inflação

GBP/USD. Crescimento fraco do PIB britânico, variante delta e expectativas da inflação

A libra, junto do dólar, continua exercitando regularmente os níveis, consistentemente partindo dos limites da faixa de preço de 150 pontos, de 1,3750 a 1,3900. A libra tem segurado um escalão bastante amplo por duas semanas - desde o final de junho. O cenário fundamental contraditório permite que os traders abram posições curtas no limite superior da faixa acima e posições longas em volta da metade do 37º valor.

Hoje, o GBP/USD novamente furou o nível de resistência de 1,3900, movendo-se por inércia para as negociações de sexta-feira. Mas logo que o par superou esse alvo, ele mais uma vez atraiu os vendedores que puxaram o preço ao equador do 38º valor. O mercado está "reconquistando" dados decepcionantes sobre o crescimento da economia britânica (publicados na sexta-feira), assim como os últimos relatórios do coronavírus, indicando uma situação epidemiológica difícil no Reino Unido. Todos esses fatores suplementaram o cenário fundamental sombrio que tem se desenvolvido para o par. Os recuos corretivos, ocorrendo nas últimas 2 semanas, devem-se principalmente à fraqueza da situação da moeda dos EUA. Enquanto a libra em si está sob a pressão do cenário da posição "pacífica" do Banco da Inglaterra.

GBP/USD. Crescimento fraco do PIB britânico, variante delta e expectativas da inflação

Permita-me te lembrar que o chefe do regulador britânico, Andrew Bailey, reagiu friamente ao aumento recorde na inflação no país. Ele quase literalmente repetiu a retórica de Jerome Powell, dizendo que o Banco da Inglaterra não deve reagir a um aumento brusco na inflação. De acordo com ele, é provável que esse crescimento é temporário e incluirá apenas o período de recuperação da economia do Reino Unido após a crise do coronavírus. Ao mesmo tempo, Bailey acrescentou que os motivos do Banco Central acreditar que o crescimento da inflação não será sustentado são "bem sensatos". Uma retórica semelhante foi expressada por outros representates do regulador britânico.

Os dados sobre o crescimento da economia britânica, publicados na sexta-feira, apenas fortalecem a posição "pacífica" dos representantes do Banco da Inglaterra. Portanto, o volume do PIB do Reino Unido, em maio, aumentou apenas 0,8%. Por comparação, em abril, quando o país tinha restrições mais rígidas na quarentena, esse indicador atingiu a marca de 2%. De acordo com previsões preliminares, espera-se que a economia britânica acelere 1,5% em maio. Mas o resultado real foi muito mais fraco que as previsões. Em termos anuais, o indicador deveria atingir 3,9%, mas veio em 3,6%.

Os indicadores da produção industrial também decepcionaram. Mensalmente, o indicador subiu apenas 0,8%, enquanto os especialistas esperavam cerca de 1,3%. Uma situação semelhante desenrolou-se na indústria de processamento: com a previsão de crescimento para 0,9%, o volume da produção diminuiu 0,1%. No setor de construções, ambos os indicadores vieram na "zona vermelha" - tanto em termos anuais quanto em termos mensais. No setor de serviços, apesar de um enfraquecimento pela quarentena, o indicador não conseguiu atingir os níveis previstos. Repito, na última sexta-feira, descobrimos que os dados para maio, que a priori não poderiam ser muito positivos (já que no época as restrições ainda estavam definidas). Mas nesse caso, taxas de recuperação fracas demais dos indicadores fundamentais são alarmantes. E muito provavelmente, os valores publicados alertarão não apenas os traders, mas também membros do regulador britânico.

Porém, não são apenas relatórios macroeconômicos fracos que pressionam a libra. Dentre os principais fatores descendentes estão os "relatórios do coronavírus". No último dia, mais de 30.000 (31.772) casos de infecções por COVID-19 foram registrados no Reino Unido. Para comparação, deve-se notar que no início de junho, o aumento diário estava no nível de 3.000 a 5.000, na metade de junho no nível de 7.000 a 10.000 e no final de junho, no nível de 12.000. Em outras palavras, a dinâmica negativa está clara. De acordo com a imprensa britânica, Downing Street agora considera a possibilidade de manter diversas restrições da quarentena após 19 de julho, que foi nomeado de "Dia da Liberdade" (a partir desse dia todas as restrições deveriam ser retiradas do país). Isso deve-se à propagação de uma variante perigosa do coronavírus, a "delta", assim como a ainda mais perigosa e contagiosa, "Delta +".

Portanto, o cenário fundamental geral não contribui ao crescimento da moeda britânica. O dólar, por sua vez, espera dos dados da inflação dos EUA, que serão publicados amanhã. Se os dados divulgados ficarem na "zona vermelha", o par GBP/USD novamente conseguirá testar o limite superior da faixa de 1,3750 a 1,3900. Mas note que no dia seguinte, na quarta-feira 14 de julho, descobriremos os dados fundamentais do crescimento da inflação britânica. De acordo com previsões preliminares, o índice do preço no consumidor desacelerará 0,2% ao mês (pelo menos desde fevereiro deste ano). De acordo com diversos analistas, o indicador pode até entrar na área negativa, pela primeira vez desde janeiro. Se essas previsões pessimistas realizarem-se, o par GBP/USD estará sob pressão, independente da reação do dólar à divulgação da inflação dos EUA.

GBP/USD. Crescimento fraco do PIB britânico, variante delta e expectativas da inflação

Resumindo as informações acima, podemos presumir que o par GBP/USD continuará sendo negociado na faixa de preço de 1,3750 a 1,3900 a médio prazo (a linha inferior das Bandas de Bollinger no gráfico diário é o limite inferior da nuvem Kumo no 4H). Ao aproximar-se do limite inferior da faixa, é aconselhável considerar longas, enquanto os impulsos ascendentes do 39º valor podem ser usados como desculpa para abrir posições curtas.

*The market analysis posted here is meant to increase your awareness, but not to give instructions to make a trade
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